Com a chegada do outono e do inverno, a queda brusca nas temperaturas e o ar seco impactam diretamente a nossa principal defesa respiratória. A exposição ao ar frio resfria as vias aéreas, paralisando as células de defesa e reduzindo significativamente a capacidade do organismo de combater vírus. Para evitar doenças típicas dessa época, é essencial adotar uma alimentação rica em vitaminas e minerais antioxidantes.
Durante as baixas temperaturas, o corpo direciona seu metabolismo para manter os órgãos internos aquecidos. Quando a nutrição não acompanha essa exigência, surgem sinais de que as defesas imunológicas estão enfraquecidas. Entre os principais sintomas estão: episódios frequentes de resfriados, fadiga constante, dor de garganta, herpes labial e dores musculares sem relação com esforço físico.
Embora muitos atribuam a culpa das gripes ao frio, na realidade, o clima altera a fisiologia do corpo, criando um ambiente propício para a entrada de vírus. A vasoconstrição, um processo involuntário, reduz o fluxo sanguíneo nas extremidades para conservar calor, diminuindo a quantidade de glóbulos brancos nas áreas de defesa. Além disso, a falta de umidade afeta a capacidade do muco nasal de proteger as vias aéreas, aumentando a vulnerabilidade a infecções.
“A redução do fluxo de sangue e a secagem do muco nas narinas favorecem a entrada de vírus e bactérias”, explica um especialista em saúde.
O cenário se agrava ainda mais em ambientes fechados e lotados, onde a ventilação é escassa, elevando a concentração de patógenos e contribuindo para o aumento dos casos de doenças respiratórias.
Para avaliar a imunidade, os médicos realizam um acompanhamento clínico que inclui a análise do histórico de resfriados, níveis de estresse, qualidade do sono e função intestinal. Exames de sangue, como o hemograma completo, são fundamentais para verificar a contagem de leucócitos e a presença de deficiências nutricionais.
Para fortalecer o organismo durante o outono e o inverno, recomenda-se a adoção de boas práticas nutricionais. O aumento na ingestão de vegetais frescos e frutas cítricas, como limão e acerola, é crucial para elevar os níveis de vitamina C, enquanto alimentos ricos em zinco e ômega-3, como peixes e sementes de abóbora, ajudam a modular as defesas inflamatórias do corpo.
Essas intervenções simples podem não criar uma barreira mágica contra vírus, mas promovem a produção de células de defesa mais eficazes, preparando o organismo para enfrentar os desafios das estações frias.
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