O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passa por um momento delicado, segundo a análise de Evaristo de Miranda, destacada em um artigo recente. O colunista aponta que a instituição não vive seus melhores dias e enfrenta uma crise institucional rara.
No texto, Evaristo menciona que desde 2023, sob a gestão de Márcio Pochmann, sinais de desgaste têm se acumulado. O corpo técnico do IBGE tem expressado críticas a diversas mudanças nos rumos administrativos, que incluem exonerações em postos-chave, a criação de uma fundação paralela e a contestação de metodologias. Além disso, surgiram polêmicas relacionadas a mapas institucionais.
“Há pouco a celebrar. O IBGE vive uma crise institucional rara”, afirma o articulista.
Um dos casos mais notáveis destacados no artigo é o da servidora de carreira Rebeca Palis, que deixou a chefia do setor de Contas Nacionais em janeiro, coincidentemente às vésperas da divulgação do Produto Interno Bruto do Brasil em 2025. Essa exoneração gerou preocupação entre os demais profissionais da instituição, que veem nela um reflexo do clima tenso que permeia o IBGE.
Márcio Pochmann, mencionado como o responsável pela gestão atual do IBGE, é filiado ao Partido dos Trabalhadores e mantém uma relação próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nomeação de Pochmann para a presidência do IBGE, ocorrida em agosto de 2023, foi um passo significativo em sua carreira, mas também trouxe desafios à frente da instituição.
Outro ponto abordado por Evaristo é a recente decisão de Pochmann de divulgar um mapa-múndi invertido, onde o Brasil aparece no centro e o norte está voltado para baixo. Esse ato gerou controvérsias desnecessárias, conforme destacam técnicos e representantes do sindicato Assibge, que criticaram a decisão por afastar-se das convenções cartográficas tradicionais.
“Em meio à crise administrativa e técnica, o IBGE ainda se expôs a controvérsias desnecessárias na cartografia”, descreve o colunista.
A análise completa de Evaristo de Miranda, intitulada “O IBGE perdeu o norte?”, está disponível para o público, enquanto outros conteúdos da edição da revista estão restritos aos assinantes.

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