O Ministério das Relações Exteriores do Brasil está avaliando a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Um comunicado oficial do Itamaraty deve ser divulgado ainda nesta sexta-feira, 29 de maio, conforme informações obtidas por fontes da diplomacia brasileira.
O anúncio feito pela Casa Branca ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se reunir com o secretário de Estado Marco Rubio. Durante esse encontro, Rubio demonstrou apoio ao enquadramento das facções criminosas brasileiras.
De acordo com as autoridades americanas, tanto o PCC quanto o CV são considerados “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Os EUA afirmam que esses grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades e civis.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, declarou Rubio em sua conta na rede social X.
Rubio também ressaltou que a atuação do PCC e do CV se estende além das fronteiras do Brasil, afetando outros países da região e os Estados Unidos.
A classificação das facções como organizações terroristas é parte de uma estratégia mais ampla do governo americano, que busca desmantelar cartéis e organizações criminosas na América Latina.
O Itamaraty, por sua vez, deve adotar uma postura cautelosa em relação a essa nova designação, considerando as implicações políticas e diplomáticas que a medida pode acarretar nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
A avaliação do governo brasileiro é fundamental para entender os próximos passos em relação à segurança pública e às políticas de combate ao crime organizado no país, especialmente em um cenário em que as facções têm mostrado crescente influência e poder.

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