O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), mantém vigilância diária sobre 15 barragens distribuídas pelo território estadual. O trabalho, conduzido pela Diretoria de Recursos Hídricos em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), busca assegurar o abastecimento da população e minimizar riscos estruturais.
Monitoramento permanente
Cada reservatório possui réguas de medição que apontam, diariamente, o nível da água. Os dados são coletados manualmente por funcionários treinados e, em seguida, inseridos em plataforma digital compartilhada com a ANA. A análise permite identificar variações de volume, prevenir estiagens e acionar protocolos em caso de extravasamento.
A Semac também realiza inspeções de vazão, avalia a qualidade da água e monitora a ocupação do entorno. Todas as informações podem ser consultadas pelo público no observatório SerHidro, integrado à Rede Sergipana de Observatórios.
Responsabilidades e estrutura
As barragens fiscalizadas pertencem a três órgãos: Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs/SE). O objetivo central é garantir a segurança hídrica, tanto do ponto de vista estrutural quanto da distribuição.
De acordo com a secretária estadual do Meio Ambiente, Deborah Dias, água é elemento estratégico para o desenvolvimento urbano e rural, e o monitoramento permite planejar o uso do recurso de forma segura. “A equipe multidisciplinar acompanha volumes e executa o Plano de Segurança de Barragens diariamente”, destacou.
Custo e benefícios
O gerente de Gestão e Segurança Hídrica da Semac, o geólogo João Carlos Santos da Rocha, lembra que a construção de reservatórios envolve altos investimentos financeiros e ambientais. “É preciso avaliar solo, estado do rio e fluxo ambiental para garantir que os benefícios superem os custos para a sociedade”, afirmou.
Entre as vantagens apontadas estão a regularização da vazão dos rios, a reserva de água para abastecimento público e o incremento da umidade local, o que favorece a agricultura e melhora o microclima.
Acionamento da Defesa Civil
O técnico da Semac José Venâncio Oliveira explica que, se o nível subir além do projetado, a barragem começa a verter água — procedimento considerado normal. Contudo, vazões excessivas podem exigir o acionamento imediato da Defesa Civil para evitar danos à estrutura e às comunidades a jusante.
Barragem do Rio Poxim: a maior do estado
A Barragem Sindicalista Jaime Umbelino de Souza, conhecida como Barragem do Rio Poxim, em São Cristóvão, é a maior do estado em capacidade de armazenamento, com volume entre 28 e 29 hectômetros cúbicos e 520 hectares de espelho d’água. O reservatório abastece a Grande Aracaju e complementa o suprimento proveniente do Rio São Francisco, além de atender agricultores e indústrias de regiões não contempladas pelas adutoras.
Com o acompanhamento contínuo e o uso de tecnologia, o Governo de Sergipe afirma manter sob controle os riscos associados aos reservatórios e garantir a distribuição de água para a população urbana e rural.
Com informações de Governo de Sergipe
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