A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) instituiu, por meio da Lei nº 8.769/2020, a Semana de Conscientização e Atenção à Doença Falciforme, realizada todos os anos na semana de 19 de junho, data que marca o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A proposta foi apresentada pela deputada Kitty Lima (Cidadania) e tem como objetivo disseminar informações, promover campanhas educativas e oferecer suporte médico e psicológico a pacientes e familiares.
Campanhas e atividades
Durante a Semana, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e os municípios promovem palestras, simpósios, ações em escolas, unidades de saúde e meios de comunicação, buscando ampliar o conhecimento da população sobre diagnóstico, tratamento e direitos das pessoas com a doença.
Duas datas de referência
A mobilização em Sergipe soma-se a outras iniciativas nacionais e internacionais. O Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, estabelecido pela Lei nº 12.104/2009, é lembrado em 27 de outubro, enquanto o Dia Mundial de Conscientização ocorre em 19 de junho.
Características e diagnóstico
A doença falciforme é genética e hereditária. Nas pessoas afetadas, os glóbulos vermelhos tornam-se rígidos, adquirem formato de foice e dificultam o transporte de oxigênio para órgãos como cérebro, pulmões e rins. O diagnóstico pode ser feito no recém-nascido por meio do Teste do Pezinho, sendo confirmado pela eletroforese de hemoglobina.
Números no Brasil e em Sergipe
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 60 mil brasileiros vivem com a doença falciforme. A cada mil nascidos vivos, uma criança apresenta a enfermidade, e cerca de 3% da população possui o traço falcêmico. Em Sergipe, mais de 230 pessoas, entre crianças e adultos, estão cadastradas no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) para acompanhamento, conforme dados de 2024.
Tratamento contínuo
O cuidado ao paciente exige acompanhamento multiprofissional ao longo da vida, envolvendo todas as esferas do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento inclui medicamentos, transfusões sanguíneas para reduzir a anemia e prevenir danos a órgãos, além de analgésicos para as crises de dor. O transplante de medula óssea é, atualmente, a única opção curativa em casos selecionados.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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