Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) sediou o VII Seminário Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos (PRORH) e o I Seminário do Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (PROFAgua/UFS). O encontro reuniu estudantes, pesquisadores, gestores e profissionais que atuam na área para discutir “Educação e Inovação na Gestão das Águas: Conectando Clima, Agricultura e Formação Discente”.
A programação contou com sessões técnicas, palestras, apresentações orais e minicursos voltados à busca de soluções para a sustentabilidade hídrica. De acordo com o coordenador do PRORH, professor Roger Dias Gonçalves, o objetivo foi apresentar os estudos desenvolvidos na UFS e traçar perspectivas sobre a temática em Sergipe e no Brasil.
Integração e aplicabilidade
Para a professora Adnívia Santos Costa Monteiro, da comissão organizadora, o seminário enfatizou a aplicação prática das pesquisas em reuso de resíduos, monitoramento de qualidade da água e gestão integrada. “É fundamental que universidade, comunidade e poder público atuem em conjunto para garantir o abastecimento e o uso sustentável da água”, destacou.
Alerta sobre salinização
Na palestra magna, o professor José Patrocínio revelou que 17% dos pouco mais de 126 milhões de litros de água monitorados em 17 reservatórios do estado já apresentam salinização ou estão nesse processo. Segundo ele, a principal causa é a elevada evaporação na região, tendência que pode se agravar com o aumento das temperaturas.
Reconhecimento acadêmico
Durante o evento, José Patrocínio Hora Alves foi nomeado Professor Emérito do PRORH. Doutor em Química pela Unicamp, o docente dedicou cinco décadas à UFS, onde foi pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e ajudou a fundar o próprio PRORH.
Lançamento de livro
A programação incluiu ainda a apresentação do livro “25 anos: a política de recursos hídricos em Sergipe”, que registra ações entre 1997 e 2022 para implementação da política estadual e federal de recursos hídricos. A obra foi organizada pelos professores Ailton Francisco da Rocha, Ariovaldo Antonio Tadeu Lucas e Antenor Aguiar Netto.
Produção acadêmica
Ao todo, onze trabalhos foram apresentados, abordando desde a realidade hídrica sergipana até impactos climáticos em outras regiões. “É gratificante retomar os seminários com discussões que trazem visões locais e externas sobre os recursos hídricos”, concluiu Roger Dias Gonçalves.
Com informações de Infonet
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