O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) divulgou nesta quinta-feira, 9, a conclusão de dois inquéritos que apuram assassinatos cometidos em fevereiro de 2024 no bairro Santa Maria, zona sul de Aracaju. Os crimes são atribuídos a um grupo ligado ao tráfico de drogas e ocorreram com extrema violência, segundo a Polícia Civil.
Durante a investigação, realizada com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), foram cumpridos 17 mandados de prisão em Sergipe e em outros estados, como Mato Grosso, Bahia e Santa Catarina. Mesmo com as prisões, dois homens seguem foragidos: Cleiton Sá de Jesus e Erick Cássio Sá de Jesus.
Modus operandi
Conforme o DHPP, as vítimas eram atraídas sob o pretexto de participar de festas em uma residência do bairro. No local, eram amarradas, submetidas a sessões de tortura e julgadas por um “tribunal do crime”, que transmitia as agressões por videochamada a um homem apontado como liderança do tráfico.
A delegada Juliana Alcoforado explicou que o primeiro homicídio ocorreu no início de fevereiro. A vítima foi torturada e executada após ser mantida presa na casa. O segundo caso, também em fevereiro, repetiu o mesmo padrão. De acordo com a delegada Flávia Félix, a vítima foi induzida a consumir bebidas alcoólicas e drogas, tornando-se mais vulnerável antes de ser torturada e morta.
Impacto na comunidade
Além de eliminar rivais, o grupo buscava instaurar medo entre os moradores do Santa Maria. “As ações serviam para intimidar e silenciar a população”, afirmou Flávia Félix.
Canal para denúncias
A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas para localizar os dois foragidos. Informações podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo do denunciante é garantido.
Com informações de Infonet
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