Aracaju – A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), prendeu na manhã desta terça-feira, 23, um homem apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no estado. A captura ocorreu em Paranapanema, interior de São Paulo, durante a Operação Hibernação Final, que contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil paulista e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol/PC-SE).
O investigado era procurado desde abril, quando a polícia desarticulou um depósito de drogas em Itaporanga d’Ajuda (SE) e apreendeu mais de 200 quilos de maconha prensada. Vestígios encontrados no local foram periciados e ligados ao suspeito, segundo o delegado Dernival Eloi.
Ainda conforme a polícia, o homem já havia sido detido em 2012 na Operação Parvus, da Polícia Federal, e possuía mandado de prisão em aberto expedido pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu (PR). As investigações indicam que ele exercia função estratégica em uma organização criminosa com ramificações nacionais e internacionais, mantendo contatos na Colômbia, Bolívia e Paraguai. O suspeito também ostentava elevado poder econômico, acesso a armamentos e estava foragido há vários anos.
Constam no histórico do preso dezenas de passagens e condenações nos estados de Sergipe, São Paulo, Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais por crimes relacionados à Lei de Drogas, Lei de Organização Criminosa, Estatuto do Desarmamento, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e homicídios. Em um dos processos, foi identificada a falsificação de certidão de óbito para tentar extinguir a punibilidade.
No cumprimento dos mandados, os agentes encontraram o investigado em um condomínio fechado cercado por represas, local propício para esportes aquáticos. Foram apreendidos celulares, documentos e anotações que serão analisados para aprofundar a apuração.
Outro integrante da organização criminosa continua foragido, e as diligências prosseguem para localizá-lo.
A operação recebeu o nome de Hibernação Final em referência ao apelido “Puff” do suspeito, inspirado no personagem Urso Pooh, simbolizando o período em que permaneceu oculto da Justiça.
Com informações de Portal Infonet
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








