Em entrevista à Fan FM, o governador disse que a negociação começou no governo Belivaldo Chagas. Segundo ele, sua gestão interrompeu a operação e o banco passou a registrar lucros recordes.
O governador e candidato à reeleição Fábio Mitidieri (PSD) desmentiu afirmações sobre uma suposta venda do Banese e afirmou ter sido responsável por cancelar a operação que teria transferido 40% do banco sergipano ao BRB (Banco de Brasília). A declaração foi dada durante entrevista à Fan FM, em que o governador retomou medidas adotadas desde o início de sua gestão.
Segundo o governador, a negociação com o BRB havia sido iniciada na gestão do ex-governador Belivaldo Chagas e foi interrompida por sua administração. Ele disse que, ao chegar ao governo, encontrou 40% do banco já vendido e decidiu reverter a operação. Ainda de acordo com o relato, a reversão da venda, acompanhada de injeção de recursos, teria evitado envolvimento com o caso Banco Master e contribuído para a recuperação financeira da instituição.
“Quando eu cheguei, o Banese estava 40% vendido. Basta você dar um Google que vai achar a página do Valor Econômico mostrando que o governador Fábio Mitidieri cancelou a venda dos 40% para o BRB. E se eu não faço esse cancelamento, a gente estava hoje envolvido no banco Master. Nós cancelamos essa venda, injetamos dinheiro e salvamos o banco. E hoje o Banese tem os maiores lucros da sua história”
O governador afirmou também que, desde o início do mandato, foram feitos investimentos para tornar o Banese mais competitivo. Como evidência dos resultados, ele citou os lucros registrados nos últimos anos da gestão. Em 2023, primeiro ano do governo, o banco teria obtido lucro de R$ 47 milhões. Em 2024, o Banese alcançou lucro líquido recorde de R$ 146,7 milhões, descrito como o maior em 63 anos de existência. No ano seguinte, 2025, o banco teria superado essa marca e encerrado o ano com lucro líquido de R$ 151,5 milhões, crescimento de 3,3% em relação a 2024 e novo recorde histórico.
Esses índices foram citados pelo governador como contrapartida à narrativa de seu adversário, que tem afirmado que o Banese estaria quebrado e que seria vendido. A campanha de Valmir de Francisquinho tem levado essa tese a comícios, carreatas e rodas de conversa, segundo o texto que questiona a situação financeira do banco.
“Vamos combater as fake news com a verdade, sem agredir ninguém”
O debate sobre a situação do Banese integra a agenda de campanha em Sergipe e tem sido usado como argumento de oposição entre os candidatos. A declaração do governador e os números citados passaram a compor a resposta pública à versão de que o banco estaria à beira do colapso ou seria alvo de venda iminente.
Notícia publicada em 10/09/2026.
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