Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em entrevista à GloboNews, Durigan afirmou que essa medida pode trazer prejuízos significativos tanto para as famílias brasileiras quanto para o setor empresarial do país.
Segundo o ministro, a decisão é comparável ao tarifamento imposto por Washington no ano anterior. Ele explicou que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado no Brasil, é mal compreendido por empresas privadas norte-americanas e de outros países que perderam sua posição de intermediário nas transações financeiras com o Brasil.
“O Pix é uma infraestrutura soberana do Brasil e é importante proteger essa ferramenta de pagamento”, disse Durigan.
Durigan destacou que o Pix não deve ser visto como um produto que concorre diretamente com empresas americanas. Ao contrário, é uma infraestrutura inovadora que deve ser valorizada e garantida nacionalmente. Ele também mencionou que, apesar das queixas históricas de gigantes do setor, como Visa e Mastercard, sobre o sistema de pagamentos brasileiro, essas empresas têm reconhecido o impacto positivo do Pix em suas operações no Brasil.
“O Pix é bom para o brasileiro e para as multinacionais, pois aumenta a dinâmica da economia”, ressaltou o ministro.
O ministro também abordou a relação da família Bolsonaro com as autoridades americanas, sugerindo que informações sobre o uso do Pix por facções criminosas podem ter chegado aos EUA, gerando um ataque à ferramenta. Durigan chamou essa situação de “absurdo” e criticou o que considera uma busca da família Bolsonaro por medidas que poderiam causar danos ao país, ressaltando que essa postura pode resultar em constrangimentos e prejuízos relacionados ao Pix.
Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, esteve nos EUA para se encontrar com o ex-presidente Donald Trump. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, reside no país desde março do ano passado, após ter seu mandato na Câmara cassado.



