O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu desejo de reestatizar a Eletrobras durante uma cerimônia na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, onde foram anunciados investimentos da Petrobras em Sergipe. Lula expressou insatisfação com as condições estabelecidas para essa possível reaquisição, destacando os desafios financeiros e temporais que o governo enfrentaria.
“Ainda sonho em trazer a Eletrobras como empresa pública”, declarou o presidente, enfatizando que a privatização realizada anteriormente foi desleal. Ele criticou o fato de que, segundo os termos da privatização, a aquisição pela administração pública estaria sujeita a um prazo e a um custo significativamente elevado.
Além de abordar a Eletrobras, Lula também criticou a privatização da BR Distribuidora, ambas as operações ocorridas durante o governo de Jair Bolsonaro. Embora não tenha mencionado diretamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente referiu-se a “gestores” que, segundo ele, desmantelam empresas públicas em favor de interesses privatizantes. Como exemplo, citou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, que teve sua privatização concluída em 2024.
No evento, Lula fez também uma observação leve sobre a atuação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltando a importância de uma gestão eficaz. Ele comentou que, enquanto não interferiria nas operações da empresa, o sucesso ou o fracasso da Petrobras refletiria diretamente sobre ele.
“Jamais vou interferir na atividade de uma empresa que tem ações na Bolsa de Nova York e tem uma mulher competente e uma diretoria competente”, afirmou Lula. Ele acrescentou que, se as coisas forem bem, será um grande avanço para a Petrobras, mas que, se falharem, as responsabilidades recaem sobre sua administração.
Essas declarações de Lula, em um momento de grande expectativa sobre o futuro das estatais no Brasil, revelam uma visão crítica sobre as privatizações recentes e um desejo de retomar o controle estatal em setores estratégicos.




