O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou a nomeação da juíza Renata Gil Alcântara para a nova Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. Renata, que é ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e namorada do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), assume a nova função com a responsabilidade de representar o Brasil em missões internacionais.
A portaria que oficializa a nomeação foi divulgada na quarta-feira, 27 de maio de 2026. Antes de sua nova função, Renata Gil ocupava o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, que atualmente é governador interino do Estado.
Em suas redes sociais, a juíza expressou sua gratidão pelo convite de Nunes Marques, afirmando que aceita o cargo com “honra e responsabilidade”. Renata destacou a importância da Justiça Eleitoral como um “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”.
“A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão”, acrescentou Renata. “Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias.”
A criação da nova diretoria foi formalizada em uma resolução publicada na terça-feira, 26 de maio. Renata Gil será responsável por promover o sistema eletrônico de votação brasileiro no exterior e acompanhará o trabalho de observadores internacionais durante as eleições.
Com uma carreira destacada, Renata Gil ingressou na magistratura em 1998, sendo indicada pelo STF para o CNJ, onde atuou até 2025. No CNJ, ela exerceu funções importantes, como ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário. Ela também presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
Em 2019, a juíza fez história ao vencer a eleição para a presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Além disso, Renata é fundadora do Instituto Nós por Elas, uma ONG dedicada a desenvolver ações de combate à violência e à desigualdade de gênero.



