A estudante de Medicina Veterinária Maria Clara Ferreira dos Santos, de 24 anos, morreu na última segunda-feira, 19, em Aracaju, após complicações provocadas pela gripe influenza. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju (SMS).
Segundo a SMS, Maria Clara apresentou os primeiros sintomas em 23 de dezembro de 2025. Três dias depois, em 26 de dezembro, procurou atendimento em uma unidade hospitalar, foi avaliada e liberada. No dia seguinte, 27, retornou à mesma unidade queixando-se de dor torácica, tosse produtiva, falta de ar, náuseas, diarreia, fraqueza e sensação de desmaio. Diante do agravamento do quadro, foi internada e transferida para outro hospital em 29 de dezembro.
A pasta informou ainda que a jovem era asmática — condição que aumenta o risco de evolução para formas graves da doença — e não tinha registro de vacinação contra influenza nos últimos anos, apesar de pertencer ao grupo prioritário para receber o imunizante. Com a piora do comprometimento respiratório, ela morreu em um hospital particular na zona sul da capital sergipana.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Sergipe (CRMV-SE) emitiu nota de pesar, destacando a dedicação, sensibilidade e amor de Maria Clara pela profissão.
Influenza
A Influenza B é um vírus respiratório responsável por infecções agudas das vias aéreas. Os quadros podem variar de leves a graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sobretudo em pessoas com comorbidades, idosos, gestantes, crianças e indivíduos com doenças respiratórias crônicas. A transmissão ocorre, principalmente, por gotículas respiratórias, aerossóis em ambientes fechados e contato com superfícies contaminadas.
A vacinação anual é a principal forma de prevenção, considerada segura e eficaz para reduzir casos graves, internações e óbitos. Entre as medidas complementares estão a higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória, uso de máscara em caso de sintomas, evitar aglomerações e buscar atendimento médico diante de sinais de gravidade, como falta de ar ou dor no peito.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da atenção aos sinais respiratórios, especialmente entre os grupos de risco.
Com informações de Infonet
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