No dia 29 de maio de 2026, o governo dos Estados Unidos divulgou informações sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em 12 estados norte-americanos. A revelação foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, durante entrevistas à imprensa brasileira.
“Sabemos que estes dois grupos estão atuando não somente dentro do Brasil, mas em outros países também”, afirmou Amanda, destacando a presença das facções em território americano. Segundo a porta-voz, as atividades dos grupos incluem lavagem de dinheiro, transporte de itens de contrabando, tráfico de drogas e tráfico de pessoas.
“Essas facções manejam fluxos e redes financeiras ilícitas e representam uma ameaça não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”, destacou Amanda em conversa com a Folha de S.Paulo.
A decisão do governo norte-americano foi embasada em avaliações de segurança nacional e faz parte de uma estratégia mais ampla para proteger seu território. A medida, que entrou em vigor imediatamente no dia 28 de maio, prevê restrições de vistos para integrantes das facções, bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações financeiras e criminalização de apoio material aos grupos.
Amanda Roberson enfatizou que a medida não implica em uma intervenção militar dos EUA no Brasil. Além disso, ela afirmou que a cooperação com as autoridades brasileiras seguirá, ressaltando a longa história de colaboração entre os dois países. “Já temos mais de 200 anos de coordenação em muitos aspectos diferentes, incluindo a segurança, essa coordenação também vai continuar”, declarou.
“Estamos sempre em comunicação com as autoridades brasileiras e incentivamos que tomem medidas mais rigorosas contra esses grupos, que estão causando muita violência e muito dano em todo o Brasil”, acrescentou a porta-voz.
Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, os EUA já classificaram 17 facções e cartéis da América Latina como organizações terroristas. Amanda também negou qualquer relação entre a medida contra o PCC e o CV e as eleições presidenciais de 2026, afirmando que a prioridade é a segurança dos Estados Unidos.



