Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, o general Francis Donovan, o mais alto comandante dos Estados Unidos para a América Latina, se reuniu com oficiais militares cubanos na Estação Naval dos EUA, localizada na Baía de Guantánamo, Cuba. O encontro foi confirmado pelo Comando Sul dos EUA e marca um momento significativo nas relações militares entre os dois países.
Durante a reunião, Donovan, que é o chefe do Comando Sul, discutiu questões relacionadas à segurança operacional com a delegação cubana, que incluiu o general Roberto Legra Sotolongo, o primeiro vice-ministro chefe do Estado-Maior General de Cuba. Este tipo de diálogo entre autoridades militares dos EUA e de Cuba é considerado raro e pode ter implicações importantes no contexto das tensões existentes entre os dois países.
“O encontro marca uma rara aproximação entre autoridades militares dos dois países”, informou o Comando Sul.
O general Donovan também liderou uma avaliação da segurança perimetral da base naval, abordando temas como proteção das tropas, segurança dos militares e suas famílias, além de garantir a prontidão operacional da instalação. Esses tópicos são especialmente relevantes em um momento em que as relações entre EUA e Cuba estão sob crescente tensão.
A reunião acontece em um cenário de incerteza, especialmente com a possibilidade de ações militares dos EUA contra Cuba, que é governada pelo regime comunista. Este encontro segue a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana, no início de maio, o que pode indicar um interesse renovado dos EUA em suas políticas em relação à ilha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia destacado Cuba como um foco de sua política externa para seu segundo mandato, sugerindo que o país poderia se tornar uma prioridade na estratégia norte-americana. Em 20 de maio, os EUA formalizaram acusações contra o ditador cubano Raúl Castro por homicídios relacionados ao abate de aeronaves civis em 1996, ocorrências que ainda reverberam nas relações bilaterais.



