O Forró Caju 2026 promete uma noite inesquecível nesta quinta-feira, 25, com quatro atrações que celebram o melhor da música nordestina no Palco Luiz Gonzaga.
Quem disse que quinta-feira é dia de guardar energia para o fim de semana nunca viveu um São João em Sergipe! O Forró Caju 2026 derruba esse mito com categoria nesta quinta-feira, 25, reunindo no Palco Luiz Gonzaga, na Praça Hilton Lopes — entre os Mercados Centrais —, uma programação que atravessa gerações, ritmos e emoções. Da sanfona raiz ao arrocha que faz o coração apertar, passando pelo virtuosismo premiado internacionalmente e pelo forró eletrônico que sacode multidões, a noite é puro presente para quem ama a cultura popular nordestina.
Abrindo os trabalhos com toda a autoridade de quem carrega mais de cinco décadas de estrada, Erivaldo de Carira sobe ao palco às 19h. Natural de Carira — município que ele honrou ao incorporar ao próprio nome artístico —, o sanfoneiro, cantor e compositor é considerado um dos grandes guardiões do forró autêntico. Começou a tocar sanfona aos dez anos de idade e, ainda na juventude, consolidou uma carreira solo que se tornou referência para gerações inteiras de músicos. Ouvi-lo é como tocar na raiz mais profunda do Nordeste. Na sequência, às 20h40, quem assume o comando da festa é Pablo, o cantor baiano de Candeias que revolucionou a música romântica brasileira. Pioneiro e principal representante do arrocha, ele iniciou sua trajetória profissional em 2002, depois de passagens por grupos como Asas Livres e Grupo Arrocha. Com letras sentimentais e interpretações de partir o coração, Pablo conquistou primeiro o Nordeste e depois o Brasil inteiro, acumulando sucessos que atravessam gerações de fãs apaixonados.
Às 22h20, o público tem um encontro marcado com um dos maiores nomes da sanfona brasileira na atualidade: Mestrinho. E aqui a história ganha uma camada ainda mais especial — ele é filho de Erivaldo de Carira, ou seja, pai e filho dividem o mesmo palco, numa noite que é também celebração de legado e amor. Nascido em Itabaiana/SE, Mestrinho começou a tocar sanfona aos seis anos e construiu uma trajetória de alcance nacional e internacional, transitando com maestria por forró, xote, baião, choro, MPB e jazz. Em 2024, coroou essa caminhada conquistando o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa — orgulho imenso de Sergipe para o mundo. Fechando a noite com chave de ouro, à meia-noite, o Palco Luiz Gonzaga recebe uma das atrações mais aguardadas: a Calcinha Preta. Formada em Aracaju em 1995, a banda é um dos maiores fenômenos da história do forró eletrônico e carrega no coração a alma dessa cidade que hoje pulsa de festa. Uma noite assim, com tanta história e tanto talento reunidos, só pode acontecer no maior São João de Sergipe.
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