Aracaju – A erisipela é uma infecção aguda da pele, geralmente provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes do grupo A, mas que também pode envolver outros estreptococos ou estafilococos. O problema acomete com maior frequência pernas e pés, embora possa surgir em braços, tronco e face. Diabéticos com controle glicêmico inadequado, pessoas com obesidade, pacientes com insuficiência venosa ou linfedema e mulheres submetidas à mastectomia figuram entre os grupos mais suscetíveis.
Formas de contaminação
A infecção costuma começar a partir de pequenas portas de entrada na pele, como frieiras entre os dedos, arranhões, bolhas causadas por calçados, corte inadequado de calos ou cutículas e coceira de picadas de insetos. Lesões pré-existentes em quem tem redução dos vasos linfáticos também elevam o risco.
Período de incubação e sintomas
O intervalo entre o contágio e os primeiros sinais varia de um a oito dias. Nos estágios iniciais podem ocorrer mal-estar, dor de cabeça, náusea, vômitos e febre alta. Em seguida aparecem manchas vermelhas com aspecto de “casca de laranja”, pequenas ou grandes bolhas e dor intensa na região afetada. A febre costuma durar de um a quatro dias e pode causar prostração.
Diagnóstico clínico
O reconhecimento da doença baseia-se sobretudo na avaliação da área comprometida: vermelhidão, calor local, dor ao toque e edema. Exames laboratoriais não são indispensáveis para confirmar o quadro, mas auxiliam no monitoramento da evolução.
Tratamento
A abordagem combina antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e antitérmicos. Antes de prescrever anti-inflamatórios, o médico deve avaliar a função renal do paciente. Repouso absoluto com elevação das pernas, enfaixamento para reduzir o inchaço e cuidados para fechar a porta de entrada da bactéria – tratanto frieiras e outras lesões cutâneas – são medidas essenciais. Em casos que acometem pernas e pés, o acompanhamento com angiologista é recomendado.
O antibiótico é administrado em dose de ataque, seguido de manutenção prolongada para evitar recidivas. O tratamento precoce diminui o risco de complicações como abscessos, úlceras e linfedema persistente.
Complicações possíveis
Sem intervenção rápida, o quadro pode evoluir para abscessos profundos, ulcerações, trombose venosa e linfedema crônico, principalmente em pernas e tornozelos.
Medidas preventivas
• Secar bem os espaços entre os dedos após o banho.
• Usar meias de algodão limpas diariamente.
• Aplicar fungicidas em pó, spray ou creme conforme orientação médica.
• Evitar traumas na pele e calçados apertados ou inadequados.
Como em outras enfermidades, a prevenção permanece a melhor estratégia contra a erisipela.
Com informações de Portal Infonet
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