O Programa Novo Desenrola Brasil – Pessoa Jurídica, lançado em maio de 2026, já contabiliza mais de R$ 8 bilhões em contratações e cerca de 65 mil operações realizadas. A informação foi divulgada pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Pereira, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, na última quinta-feira, 28/05.
O objetivo do programa é proporcionar melhores condições financeiras para as empresas, oferecendo juros mais baixos em comparação aos praticados no mercado financeiro e prazos mais longos para pagamento. Segundo Pereira, as pequenas e médias empresas enfrentam grandes dificuldades para obter empréstimos devido à falta de patrimônio e garantias. Quando conseguem um empréstimo, muitas vezes são cobrados juros elevados.
“O governo brasileiro garante o empréstimo para as pequenas e médias empresas e diz para o banco: ‘se a empresa não pagar, pago eu’”, explicou o ministro, referindo-se ao Fundo de Garantia de Operações (FGO).
O programa também oferece a possibilidade de quitação total de operações de crédito vigentes, contratadas por meio do Pronampe ou do Procred 360, permitindo que os empreendedores liquidem suas dívidas conforme as opções disponíveis na instituição financeira.
De acordo com Pereira, o programa possibilita que pequenos e médios empreendedores acessem empréstimos com juros reduzidos, carência de dois anos e prazos de até oito anos para pagamento. Os empresários são incentivados a procurar seus bancos para solicitar o Pronampe ou o Procred na modalidade do Desenrola Brasil.
Outro aspecto destacado pelo ministro é a facilitação das condições de empréstimos para empresas lideradas por mulheres, que têm uma maior margem de faturamento permitida (até 60%).
Pereira também ressaltou que o Novo Desenrola Brasil para pessoa física possui um papel importante no empreendedorismo, considerando que cerca de dois terços dos empreendedores brasileiros atuam na informalidade. Ele exemplificou a situação de uma empreendedora que, mesmo com dívidas no cartão de crédito, pode optar por um financiamento do Procred, com carência e prazos mais favoráveis.
“Se a senhora que faz tapioca ou é a dona do pequeno salão de beleza quer comprar uma cadeira nova, mas não conseguiu quitar o cartão de crédito e está pagando aqueles juros extorsivos do cartão de crédito, ela pode fazer um financiamento do Procred, pode ter dois anos de carência, depois pagar aquela dívida cara em até oito anos e limpar o nome dela”, afirmou.
No âmbito das negociações para pessoa física, os descontos nas dívidas podem variar de 30% a 90%, com juros limitados a 1,99% ao mês e a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Pereira também comentou sobre o programa Contrata + Brasil, que visa conectar pequenos empreendedores a órgãos públicos, aumentando a competitividade dos serviços e gerando oportunidades de negócios. Ele destacou que esse modelo evita longas licitações e aproxima o Estado dos pequenos negócios.
Além disso, o ministro mencionou ações focadas na inclusão produtiva, essenciais para o desenvolvimento de pequenos e médios negócios, incluindo iniciativas de capacitação voltadas para o empreendedorismo feminino e negro, em parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares.
“A inclusão produtiva é central para o setor. A gente tem feito bastante coisa com foco em formalização, redução de burocracia, aumento de crédito e, olhando para essas linhas mestras, há a expansão do Contrata + Brasil. Todas vão impactar muito nesse segmento”, finalizou.
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