A deputada estadual Linda Brasil (Psol) pediu explicações à Iguá Saneamento, à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e a órgãos ambientais durante a sessão plenária desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). A parlamentar contestou a qualidade do serviço de abastecimento de água e apontou impactos ambientais relacionados a obras em execução.
Possibilidade de CPI
Segundo Linda Brasil, a audiência pública marcada para o mesmo dia com representantes da empresa e das comissões da Casa será determinante para definir próximos passos. “Se não recebermos dados objetivos, vamos insistir na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito”, afirmou, acrescentando que a Agrese “deveria fiscalizar e cobrar eficiência da concessionária”.
Queixas sobre falta d’água e tarifas
A deputada relatou receber “diversas denúncias diárias” de interrupção no fornecimento e de reajustes considerados abusivos. “As contas chegam, em muitos casos, ao dobro do valor anterior”, destacou. Ela disse ter sido informada de cobranças mesmo quando a água não chega às residências, sob ameaça de corte no serviço.
23 perguntas com base no contrato
Para a reunião com a Iguá, Linda Brasil elaborou 23 questionamentos “fundamentados em cláusulas contratuais”, exigindo comprovações das ações já anunciadas pela companhia.
Macrodrenagem no Rio Vaza Barris
Outra preocupação exposta foi a obra de macrodrenagem na zona de expansão de Aracaju. De acordo com a parlamentar, o projeto tem gerado denúncias de lançamento de esgoto no Rio Vaza Barris e ameaça às áreas de mangue. Moradores e o movimento coletivo Salve o Rio Vaza Barris encaminharam as queixas ao Ministério Público.
Comunidades fora do contrato
Linda Brasil disse ter sido informada pela própria empresa de que, dos 1.800 povoados e comunidades existentes, apenas 600 estariam cobertos pelo contrato vigente. Para atuar nos demais locais, a Iguá precisaria de autorização da Agrese, o que, segundo a deputada, evidencia “falta de eficiência” no acordo firmado com a antiga companhia estadual de saneamento.
Ao encerrar o discurso, a parlamentar classificou o cenário como “insustentável” e disse esperar ação efetiva dos órgãos de controle: “O que está acontecendo com a falta de água é grave e terá consequências”.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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