O navio de cruzeiro MV Hondius, que esteve no centro de uma preocupação global devido a um surto de hantavírus a bordo, recebeu autorização no último sábado, 30 de maio, para voltar a navegar. A decisão foi anunciada após o processo de desinfecção da embarcação.
A agência municipal de saúde de Roterdã confirmou em seu site que, do ponto de vista da saúde pública, não há mais obstáculos para o retorno do Hondius ao serviço. A declaração foi feita após uma inspeção final realizada na sexta-feira, na qual especialistas em prevenção de infecções verificaram que a limpeza foi feita de forma eficaz e que a desinfecção seguiu as diretrizes estabelecidas.
A empresa Oceanwide Expeditions, proprietária do navio, já havia informado que o Hondius deixaria Roterdã em breve, assim que todas as inspeções fossem concluídas. O cronograma prevê que o navio retome suas operações a partir de 13 de junho.
O MV Hondius interrompeu sua viagem, que estava entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde, após a morte de três passageiros devido a um surto de hantavírus, um vírus raro para o qual não existem vacinas ou tratamentos específicos. Os passageiros afetados foram evacuados em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e repatriados de avião para seus países de origem.
Após a interrupção, o navio, que navega sob bandeira holandesa, concluiu sua viagem em 18 de maio em Roterdã, onde o restante da tripulação foi colocado em quarentena. Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza 13 casos confirmados ou prováveis relacionados a esse episódio, incluindo as três mortes mencionadas.


