O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) contabilizou 1.918 chamadas falsas em 2025, segundo o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp). O volume representa aumento de 13,6% na comparação com 2024, quando foram registradas 1.687 ocorrências desse tipo.
Consequências para o atendimento
De acordo com o major Valmir Belo, gestor do CBMSE no Ciosp, cada ligação de trote pode atrasar o socorro a vítimas reais, sobretudo em acidentes de trânsito ou incêndios, situações em que segundos fazem diferença. “Às vezes conseguimos identificar a farsa pelo filtro do atendente e pelo despachante, que é um bombeiro, mas nem sempre é possível. Em alguns casos a viatura é deslocada”, explicou.
Além do risco de retardar o atendimento, os trotes geram despesas com combustível e aceleram o desgaste das viaturas, destacou o oficial.
Primeiro mês de 2026 já preocupa
Só em janeiro de 2026 foram 130 trotes, crescimento de 22,6% em relação ao mesmo mês de 2024, quando houve 106 registros.
Ligações partem, em maioria, de crianças
Segundo o major, a maior parte das chamadas indevidas ocorre no final da manhã e no fim da tarde, horários de saída das escolas. Ele orienta que responsáveis conversem com as crianças sobre a gravidade da prática e façam supervisão nos momentos de uso do telefone.
Medidas contra os trotes
O diretor do Ciosp, tenente-coronel José Luiz Ferreira, informou que números reincidentes podem ficar bloqueados por até três meses para ligações de emergência. Como a conduta é prevista no Código Penal, casos repetidos são encaminhados à Secretaria de Segurança Pública.
Dicas para agilizar o socorro
Ao acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, o solicitante deve informar claramente:
- o que aconteceu;
- existência e quantidade de vítimas;
- endereço completo e ponto de referência;
- outros riscos no local, como poste de energia ou vazamento de gás.
Essas informações ajudam a direcionar os recursos adequados com maior rapidez.
Com informações de Portal Infonet
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