O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, que desistirá de sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Partido Progressista (PP). A decisão foi comunicada após um período marcado por intensa exposição pública e uma série de acusações que afetaram tanto sua carreira política quanto sua família.
Castro declarou que a escolha de recuar da disputa política foi resultado de uma reflexão profunda, visando concentrar seus esforços na defesa contra as acusações que enfrenta. Ele afirmou estar convicto da legalidade de suas ações ao longo de sua trajetória pública.
A desistência ocorre em meio a investigações da Polícia Federal que visam apurar o envolvimento do ex-governador em fraudes financeiras. As ações da PF, incluindo a oitava fase da Operação Compliance Zero, envolvem a análise de operações financeiras relacionadas ao Rioprevidência, o fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro. Até o momento, foram identificados investimentos de mais de R$ 3 bilhões do fundo no Banco Master, de propriedade do banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou mandados de busca e apreensão em residência de Castro, destacando que ele teria exercido um papel relevante para viabilizar esses aportes financeiros. As investigações sugerem que o ex-governador teria nomeado pessoas alinhadas ao esquema criminoso para a gestão do Rioprevidência.
Além disso, há cerca de 15 dias, Castro também foi alvo de outra operação que investiga irregularidades no setor de combustíveis, relacionada à Refinaria de Manguinhos. As ações da PF têm gerado uma série de desdobramentos políticos e jurídicos para o ex-governador.
Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou o julgamento do recurso de Cláudio Castro para o dia 2 de junho. Ele foi condenado a ficar inelegível até 2030, o que levou à convocação de eleições indiretas para um mandato-tampão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O PSD, partido de Castro, contestou essa decisão no STF, defendendo a realização de eleições diretas. A renúncia ao cargo de governador foi vista como uma estratégia para tentar influenciar o processo eleitoral.
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