A campanha Setembro Amarelo 2025 começou com o slogan “Se precisar, peça ajuda!”, reforçando a importância do cuidado coletivo com a saúde mental. A iniciativa, considerada a maior mobilização mundial contra o estigma do suicídio, foi retomada nesta semana com eventos em todo o país.
Papel da Assembleia Legislativa de Sergipe
Desde a aprovação da Lei nº 8.253/2017, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) integra oficialmente o calendário de ações do Setembro Amarelo. A norma estimula palestras, debates e atividades sociais, sobretudo no período que antecede o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro.
Números globais e nacionais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos no planeta. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 11.502 internações por lesões autoprovocadas em 2023, média de 31 casos diários e aumento superior a 25% em relação a 2014, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).
Cenário por estado
Levantamento da Abramede indica crescimento expressivo de internações entre 2022 e 2023 em Alagoas (89%), Paraíba (71%) e Rio de Janeiro (43%). Já São Paulo e Minas Gerais apresentaram elevação menor, de 5% e 2%, mas continuam com os maiores números absolutos, 3.872 e 1.702 internações, respectivamente.
Impacto em crianças e adolescentes
Dados do Ministério da Saúde mostram crescimento de 49% na taxa de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos entre 2016 e 2021, chegando a 6,6 óbitos por 100 mil habitantes. Na faixa de 10 a 14 anos, o aumento foi de 45%, atingindo 1,33 óbito por 100 mil habitantes.
Nova política pública em debate
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou o Projeto de Lei nº 1773/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB/SE), que cria uma política nacional de prevenção ao suicídio voltada a crianças e adolescentes. A matéria segue para a Comissão de Constituição e Justiça.
Importância da escuta qualificada
A psicóloga da Alese, Aline Carvalho de Melo, ressalta que falar abertamente sobre sofrimento emocional é essencial para reduzir o preconceito. “A psicologia oferece escuta acolhedora e qualificada, identificando sinais de sofrimento psíquico e fortalecendo o indivíduo”, afirmou.
As atividades do Setembro Amarelo prosseguem até o fim do mês, com foco na orientação da sociedade e no estímulo à busca de apoio especializado.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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