Vereador questionou a entrada de nova empresa no transporte público da capital. Ele pede detalhes sobre frota, linhas e decisões do Consórcio Metropolitano.
O vereador de Aracaju, Camilo Daniel, manifestou preocupações durante a sessão plenária desta terça-feira, 11 de agosto, a respeito da entrada de uma nova empresa de ônibus no sistema de transporte público da capital, por meio de um contrato emergencial. Ele questionou a transparência das informações relacionadas à nova empresa, ao número de ônibus e linhas que serão incorporados ao sistema, além de criticar a participação do Consórcio da Região Metropolitana nas decisões sobre o transporte integrado.
Camilo destacou que as informações sobre a nova empresa chegaram de forma pouco clara. “Surge a notícia, no dia de domingo, de que uma nova empresa de ônibus entrou na cidade de Aracaju com um novo contrato emergencial aqui na cidade. Aparentemente são cerca de 30 novos ônibus. Ninguém sabe ao certo quantas linhas são, ninguém sabe ao certo a quem pertence a empresa”, alertou.
Além disso, o vereador questionou a falta de informações oficiais sobre a operação. Segundo ele, a informação de que os ônibus estariam na antiga sede da empresa Progresso foi divulgada por meio de blogueiros, o que gerou ainda mais dúvidas.
Camilo também levantou questões sobre o funcionamento do Consórcio da Região Metropolitana, que, segundo ele, deve ter um papel ativo nas decisões sobre o sistema de transporte. “Se existe consórcio da região metropolitana, instrumento que é lei desde 2014, ainda do governo Jackson Barreto, esse consórcio tem que opinar e decidir sobre a situação do sistema de transporte público da cidade e da região metropolitana de Aracaju, porque o sistema é integrado”, declarou.
O vereador avaliou que a chegada de uma nova empresa não resolve os problemas estruturais do transporte coletivo. Para ele, as ações do poder público não têm enfrentado as causas reais dos problemas existentes. “Existe uma grande maquiagem embaixo dessa situação, e por trás dessa maquiagem o problema continua o mesmo, infelizmente, e para o sofrimento do nosso povo aracajuano”, afirmou.
Camilo também fez um paralelo com situações passadas, mencionando empresas que deixaram o sistema de transporte de Aracaju, como a VCA e a Progresso. “Há 10 anos, houve a crise de um grupo empresarial que era VCA, quando os trabalhadores e trabalhadoras saíram praticamente com a mão na frente e outra atrás. Há mais de 15 anos outra empresa também faliu. Há um ano a gente teve a saída da Progresso do sistema. E a pergunta que não cala é: ninguém fiscaliza isso?”, questionou, enfatizando que a Câmara Municipal de Aracaju não pode normalizar essa situação.
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