Aracaju, 25 de novembro de 2025 — A Tribuna Livre da Câmara Municipal de Aracaju foi utilizada nesta terça-feira (25) pelo presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Bugio e Jardim Centenário, Ailton Figueirôa, para relatar dificuldades enfrentadas por cerca de 30 mil moradores do Bugio após intervenção da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).
O principal ponto de crítica é a alteração do fluxo da Avenida Poço do Mero, que deixou de ser mão dupla e passou a operar em mão única. Segundo Figueirôa, a mudança desestruturou a mobilidade interna do bairro, existente há 41 anos, e impactou também o transporte público e o serviço de aplicativos de transporte.
Reclamações encaminhadas à prefeitura
Figueirôa informou ter enviado ofícios à Prefeitura de Aracaju nos dias 31 de outubro e 10 de novembro, solicitando audiência pública no Bugio em horário acessível à comunidade, mas não recebeu resposta. Ele relatou moradores caminhando até 2 km para alcançar pontos de ônibus e a recusa de motoristas de aplicativo em aceitar corridas para o bairro.
Posicionamento dos vereadores
O vereador Lúcio Flávio (PL) afirmou ter visitado o Bugio e pediu à SMTT que solicite ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador da obra, a revisão da medida para restabelecer a mão dupla. Elber Batalha (PSB) defendeu audiência pública no bairro, enquanto Fábio Meireles (PDT), morador da região, pediu a reversão imediata da mudança.
Binho (Podemos), Selma França (PSD) e Bigode do Santa Maria (PSD) manifestaram solidariedade à população e elogiaram a atuação de Figueirôa. Maurício Maravilha (União Brasil) destacou que a questão consta no projeto original e garantiu apoio legislativo para buscar alternativas. Alex Melo (PRD) disse acreditar em solução rápida por parte do Executivo municipal.
Vice-presidente da Casa, Pastor Diego (União Brasil) relatou reclamações de fiéis da Igreja Quadrangular no Bugio e reforçou a necessidade de audiência pública com participação da SMTT para discutir mobilidade.
Ao encerrar, Figueirôa solicitou “voto de confiança” dos parlamentares e afirmou que a comunidade “está ilhada” aguardando resposta do poder público.
Com informações de Câmara Municipal de Aracaju
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