A Advocacia-Geral da União (AGU) enviará membros de sua alta cúpula para o Fórum Jurídico de Lisboa, Portugal, que ocorrerá entre os dias 1º e 3 de junho de 2026. O evento, que é popularmente conhecido como “Gilmarpalooza”, contará com a presença de três servidores cujas passagens e diárias serão custeadas integralmente pelo órgão.
A comitiva da AGU é composta pelo advogado-geral da União substituto, Flavio José Roman, e pelo procurador-adjunto do advogado-geral da União, Paulo Ronaldo Ceo de Carvalho. O assessor especial de Relações Internacionais, João Henrique Bayão, também fará parte do grupo oficial que representará a instituição.
Outros servidores da AGU receberam autorização para participar do evento, mas terão acesso apenas a um financiamento parcial de recursos públicos. Esta lista inclui o adjunto do advogado-geral da União, Paulo Mendes de Oliveira, além da procuradora federal Adriana Maia Venturini e da advogada da União Clarice Costa Calixto.
Até o momento, a AGU não divulgou informações sobre o custo total da viagem aos cofres públicos. O órgão esclareceu que a participação dos servidores foi motivada por convites, e que as portarias de afastamento foram publicadas na modalidade “ônus limitado”, o que significa que nem todos receberão passagens ou diárias da instituição.
“A participação no evento justifica-se pelo caráter institucional do mesmo”, afirmou a AGU, ressaltando que haverá reuniões com autoridades portuguesas e representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal e fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, é o responsável pela organização do evento. Conhecido como “Gilmarpalooza”, o fórum reúne anualmente autoridades, ministros, integrantes do governo, parlamentares, empresários e advogados, em uma referência ao famoso festival de música Lollapalooza.
Doze dias antes do início do fórum, Flavio Roman assinou a Portaria Normativa 221, que regulamenta a relação da AGU com fundações de apoio. Esta norma cria mecanismos para a participação dessas entidades em projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de prever apoio administrativo e financeiro para iniciativas acadêmicas.
A AGU negou qualquer vínculo entre a nova portaria e a participação no Fórum de Lisboa, afirmando que a norma foi editada para facilitar futuras parcerias do Laboratório de Inovação da instituição.



