Senador afirma que quer diferenciar seu mandato pela independência e transparência. Em entrevista, citou o modelo que permite à população decidir o destino de emendas.
Em entrevista à Rede Rio de Comunicação, o delegado Alessandro Vieira (MDB), senador por Sergipe, destacou os pilares que deseja apresentar aos sergipanos na disputa pela reeleição: trabalho, independência, transparência e coragem para enfrentar os problemas. Ele enfatizou que o eleitor deve comparar as ações de cada político durante seu mandato.
“O meu desafio, a minha missão é mostrar que não, não somos todos iguais na política. Realizamos muita coisa boa, como o Edital de Emendas Participativas, e a oportunidade da população decidir para onde os recursos das emendas devem ir”, afirmou Alessandro.
A declaração resume uma das principais bandeiras de sua atuação: fazer política como prestação de serviço, e não como projeto pessoal de poder. O senador revelou que seu mandato já destinou mais de R$ 1 bilhão para Sergipe e destacou a transparência na aplicação dos recursos públicos como uma de suas marcas. Alessandro anunciou um mapa que permitirá ao cidadão consultar, município por município, quanto foi destinado e onde o dinheiro foi aplicado.
Para o delegado, o recurso público precisa ser tratado com responsabilidade e transparência, uma lógica que ele contrapõe a quem anuncia milhões em período eleitoral sem comprovar onde o dinheiro efetivamente chegou.
Na área da educação, Alessandro defendeu investimentos como estratégia para transformar o futuro de Sergipe e destacou ações do mandato, como o apoio ao projeto Sergipe no Mundo, investimentos em escolas e iniciativas voltadas à educação pública. O senador também criou mecanismos de participação popular para que a comunidade escolha quais projetos educacionais receberão recursos de suas emendas.
“Quando você melhora a educação do seu jovem, você muda todo o futuro do estado”, afirmou Alessandro, ressaltando que um jovem mais qualificado amplia suas oportunidades profissionais e contribui para a transformação da economia, saúde e segurança.
A segurança pública foi apresentada como um resultado de sua atuação, que Alessandro conhece tanto como delegado quanto como senador. Ele ressaltou que Sergipe é hoje o único estado brasileiro sem a presença do PCC e destacou os investimentos destinados à área.
“Eu tenho muito orgulho de ter ajudado nisso. Primeiro como delegado, e agora também como parlamentar, colocando o maior volume que alguém já pôde colocar de dinheiro diretamente em segurança pública”, afirmou.
A independência que Alessandro defende também se reflete em sua visão sobre a vida pública. Para ele, a política não é uma profissão ou um projeto de vida, mas uma missão. Com 17 anos de carreira na Polícia Civil antes de chegar ao Senado, ele optou por abrir mão da aposentadoria como senador.
“A minha profissão é delegado de polícia. Quando eu entrei no Congresso Nacional, uma das primeiras coisas que fiz foi abrir mão da aposentadoria”, explicou.
Essa escolha, segundo ele, reforça a ideia de que seu mandato deve ser visto como uma prestação de serviço a Sergipe e não como uma carreira política. Alessandro enfatizou que essa independência é o que lhe permite enfrentar interesses poderosos sem negociar seus princípios.
“São 25 anos de vida pública. 17 como delegado, oito como senador. Ninguém nunca fez uma denúncia, nunca tive um BO, ninguém nunca disse que eu fiz nada de errado”, afirmou.
Por fim, ele deixou a cargo do eleitor avaliar os resultados de sua trajetória:
“O sergipano fez essa aposta em 2018, tá aqui o resultado. Se ele achar que valeu a pena, vamos continuar fazendo esse trabalho”.
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