Na noite de 29 de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná, em um evento realizado em Curitiba. O encontro contou com a presença de líderes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e enfatizou pautas relacionadas ao combate à corrupção e à segurança pública.
Durante o ato, Flávio buscou vincular sua pré-campanha presidencial ao legado da Operação Lava Jato. A mensagem foi estampada na camiseta que usava, com a frase: “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, aludindo à condenação de Lula, que foi assinada por Moro quando ele atuava como juiz federal.
O evento também marcou o lançamento das pré-candidaturas de Filipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado, com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN).
“A República de Curitiba é nossa”, declarou Moro, recebendo aplausos do público. O ex-juiz federal ressaltou a importância da união dos partidos de direita no Estado.
Dallagnol, por sua vez, exaltou o legado da Lava Jato e criticou as decisões judiciais que anularam condenações e processos da força-tarefa. No seu discurso, enfatizou: “A Lava Jato começou em Curitiba e colocou os maiores corruptos do país na cadeia. Ela começou a ser destruída quando chegou perto dos ministros do STF.”
O foco principal do discurso de Flávio foi a segurança pública. Ele celebrou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, ressaltando que essa medida representa um avanço no combate ao crime organizado. Flávio criticou Lula, dizendo:
“Enquanto ele [Lula] foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, nós fomos pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”.
A troca de elogios entre Flávio e Moro reforçou uma reaproximação política, que começou em 2022, quando Moro apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro no segundo turno daquela eleição. Flávio elogiou Moro como “um símbolo de combate à corrupção, símbolo de seriedade” e expressou confiança de que ele montará uma equipe forte para o Paraná.
Dallagnol também manifestou sua intenção de mudar a legislação penal e endurecer as políticas de combate ao crime organizado, prometendo defender essas pautas caso seja eleito senador.
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