Funcionários da empresa Clarear pararam nesta segunda (13) para cobrar salários e benefícios em atraso. A manifestação reuniu trabalhadores em frente ao Didática 5, no campus de São Cristóvão.
Na tarde de hoje, 13 de julho de 2026, funcionários da empresa Clarear, que presta serviços de limpeza na Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizaram uma manifestação em frente ao prédio Didática 5, no campus de São Cristóvão. Os trabalhadores reivindicaram o pagamento de salários e benefícios, como vale-alimentação e vale-transporte, que estão com sete dias de atraso.
Durante a manifestação, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram os trabalhadores cobrando uma previsão para a regularização dos pagamentos e um posicionamento da empresa responsável pelos serviços terceirizados. Em cartazes, os manifestantes expressaram que a situação tem gerado dificuldades financeiras e pediram uma solução para o problema.
A UFS, por sua vez, informou que uma decisão da Justiça do Trabalho determinou o bloqueio dos repasses financeiros destinados à empresa Clarear. De acordo com a decisão, os valores retidos devem ser depositados integralmente em juízo, com a Justiça sendo responsável pelo pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas dos empregados.
A universidade também destacou que, nos últimos meses, vinha realizando o pagamento direto dos salários e benefícios dos trabalhadores terceirizados, em razão dos recorrentes atrasos registrados pela empresa. Essa medida foi adotada para minimizar os prejuízos aos funcionários, respeitando os limites de sua competência legal.
A UFS manifestou solidariedade aos trabalhadores da Clarear e afirmou que continuará colaborando com a Justiça, adotando as medidas necessárias para resolver o impasse e garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas, além de assegurar a continuidade dos serviços prestados.
Em relação à Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) no dia 15 de junho, a ação foi motivada por denúncias de trabalhadores sobre a falta de pagamento de salários, décimo terceiro, FGTS, férias, vale-alimentação e vale-transporte. Aproximadamente 200 empregados terceirizados foram afetados pela situação.
Na ocasião, o MPT-SE tentou firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa Clarear, mas não obteve sucesso, pois a empresa alegou atrasos nos repasses da UFS. A universidade, por sua vez, informou que estava realizando pagamentos diretos aos empregados terceirizados para minimizar os danos.
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