O PSDB está em busca de apoio para uma possível aliança com o partido Missão, com a recente confirmação do Solidariedade no projeto. O presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, informou que Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, manifestou interesse em ser um dos candidatos ao Senado em uma futura “frente partidária”. As negociações devem se intensificar na segunda quinzena de junho.
Serra destacou a importância de abordar questões pragmáticas nas composições políticas, enfatizando que diálogos com outros partidos, como Democracia Cristã (DC), Avante e Podemos, já estão em andamento. Ele acredita que há espaço para a construção de uma união que envolva diferentes forças políticas.
“A ideia é ir para questões pragmáticas, mais práticas de composição mesmo, para ver se esses diálogos evoluem”, afirmou Paulo Serra.
A proposta de aliança entre PSDB e Missão visa “furar a bolha da polarização” e conta com a participação do deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Kataguiri afirmou que as negociações para a formação de uma chapa conjunta estão perto de ser finalizadas. Ele também destacou que a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo se tornou mais viável recentemente.
“A gente está falando do maior estado do Brasil do ponto de vista econômico e financeiro. São 645 municípios, então não dá para achar que um partido sozinho vai conseguir levar essa mensagem”, completou Serra.
O pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Kim Kataguiri, mencionou que a definição de sua candidatura deve ocorrer até o fim de junho. Ele acredita que a probabilidade de sua candidatura aumentou. “Hoje, diferente de algum tempo atrás, a probabilidade maior é de eu disputar”, disse Kataguiri.
Ainda sem anúncio oficial da aliança, a aproximação entre os partidos já é respaldada por lideranças nacionais. Renan Santos, presidente nacional do Missão, e Aécio Neves (PSDB-MG), que articula uma possível candidatura presidencial tucana, enxergam na aliança uma oportunidade de fortalecer suas siglas no maior colégio eleitoral do país.
O PSDB governou São Paulo de 1995 até 2022, quando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito. Durante esse período, o partido elegeu quatro governadores, o que torna a disputa atual significativa.
“São Paulo escolheu por quase 30 anos manter um modelo de gestão tucano. Isso para nós é muito simbólico”, concluiu Paulo Serra.
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