A Câmara dos Deputados finalizou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho e extinguir a escala 6×1. Agora, a proposta precisará passar pelo Senado antes de sua implementação.
O texto será submetido à análise do Senado, onde o ambiente político é considerado menos favorável para a aprovação. Há uma expectativa de que o setor empresarial exerça maior pressão sobre os senadores durante essa tramitação.
A condução da proposta dependerá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é responsável por determinar o momento de leitura da PEC em plenário e o andamento das etapas seguintes.
Parlamentares indicam que o calendário eleitoral, as festividades juninas e a proximidade do recesso de julho podem impactar o ritmo da tramitação. A primeira etapa no Senado será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde os integrantes terão até 30 dias para apresentar um parecer sobre a proposta.
“Líderes partidários poderão diminuir esse prazo, dependendo do cenário político e das negociações em torno do texto”, destacaram parlamentares.
A escolha do relator será um dos primeiros indícios do posicionamento do Senado em relação à proposta. Aqueles que apoiam a inclusão da PEC defendem a manutenção do texto como aprovado na Câmara, enquanto senadores alinhados ao setor produtivo buscam modificar a proposta, alegando que a medida pode aumentar os custos trabalhistas.
Após a análise na CCJ, a PEC precisa passar por cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno no plenário. Para ser aprovada, serão necessários, pelo menos, 49 votos favoráveis em duas votações.
O regimento do Senado também permite que senadores apresentem emendas, desde que tenham o apoio de um terço dos membros da Casa. Se isso acontecer, o texto retornará à CCJ para nova avaliação, o que pode prolongar a tramitação.
Entre o primeiro e o segundo turno, é exigido um intervalo mínimo de cinco dias úteis. Durante o segundo turno, apenas alterações que não impactem o mérito da proposta poderão ser discutidas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está pressionando por uma rápida tramitação da PEC no Senado, com a intenção de concluir a votação ainda neste semestre. No entanto, enfrenta resistência de parlamentares que argumentam a favor de mais tempo para negociações com representantes do setor empresarial.
Nos bastidores, a tramitação da PEC é vista como um teste para a relação entre Alcolumbre e Lula, já que o presidente do Senado terá um papel crucial para acelerar ou frear a análise da proposta.
O Congresso Nacional poderá promulgar a PEC caso o Senado aprove o mesmo texto enviado pela Câmara. Alterações na proposta, no entanto, exigiriam uma nova votação na Câmara, o que poderia adiar a conclusão da proposta para o segundo semestre.
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








