O Ozivy, medicamento desenvolvido pelo laboratório EMS, é o primeiro a utilizar semaglutida sintética aprovado para fabricação no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autorização foi concedida na última terça-feira, 26 de maio de 2026. Este novo medicamento é conhecido como uma caneta emagrecedora e utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que se tornou popular por auxiliar na perda de peso, especialmente entre aqueles que sofrem de diabetes tipo 2.
A caneta Ozivy faz parte da classe de medicamentos chamada agonistas do receptor de GLP-1, que agora pode ser produzido nacionalmente após a queda da patente do Ozempic em março deste ano. A Anvisa está analisando várias solicitações de registro de medicamentos com semaglutida, priorizando a qualidade, segurança e eficácia dos novos produtos que chegam ao mercado.
Com a expiração da patente do Ozempic, a Anvisa recebeu oito pedidos de registro, mas até agora apenas o Ozivy recebeu aprovação. Outros cinco medicamentos de origem sintética e um biológico estão em análise, além de outras solicitações na fila de espera.
De acordo com a Anvisa, o Ozivy não é um medicamento genérico, mas sim um novo medicamento sintético análogo a um produto biológico, destinado ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não está adequadamente controlado, servindo como um adjuvante à dieta e ao exercício físico. O produto será disponibilizado em forma de solução injetável, em caneta que deve ser utilizada semanalmente, com um método de conservação que exige temperaturas entre 2°C e 8°C durante o tratamento.
Até o momento, a Anvisa aprovou quatro apresentações do Ozivy, variando em quantidade de semaglutida e acessórios para aplicação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que, apesar da aprovação, a comercialização do Ozivy não será imediata, mas espera-se que esteja disponível nas farmácias brasileiras já no segundo semestre de 2026, com preços competitivos.
Padilha destacou que o Ozivy, por ser um medicamento genérico, terá um custo inferior ao do Ozempic, com uma expectativa de que o preço seja pelo menos 30% mais barato. A lei dos genéricos garante que o preço de fábrica de medicamentos genéricos deve ser, no mínimo, 35% inferior ao teto do medicamento original.
“A expectativa é que no começo do segundo semestre ela já esteja nas farmácias com o preço lá embaixo”, disse Padilha.
Sobre a fiscalização da venda, o ministro mencionou que a Anvisa e a Polícia Federal estarão atentas para coibir a compra de canetas em outros países, que muitas vezes não têm a devida procedência e podem colocar a saúde das pessoas em risco. O próximo passo para a comercialização do Ozivy é a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A EMS, responsável pelo registro, definirá a data de lançamento do medicamento no mercado.
Quanto à inclusão do Ozivy no Sistema Único de Saúde (SUS), a Anvisa informou que o produto precisa passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e ser aprovado pelo Ministério da Saúde para que possa ser disponibilizado gratuitamente à população.
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








