Grandes competições, como a Copa do Mundo de 2026, reforçam a atenção sobre o impacto das lesões musculares tanto em profissionais quanto em praticantes comuns de atividade física. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), problemas musculares representam até 55% dos casos registrados no esporte.
Entre os jogadores em recuperação, mais de 20 nomes de destaque correm o risco de ficar fora do torneio na América do Norte. Dois brasileiros do Real Madrid estão nessa lista: o atacante Rodrygo, que rompeu o ligamento do joelho direito, e o zagueiro Éder Militão, com lesão crônica na coxa esquerda.
Por que as lesões acontecem?
Lesões musculares surgem quando as fibras são submetidas a estiramento, contração ou impacto além da capacidade de suporte, o que leva a rompimentos, inchaços, câimbras ou estiramentos. “Assim que ocorre o dano, células de defesa migram para o local e iniciam um processo inflamatório para reorganizar o tecido”, explica Lucas Moraes Rego, professor do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes (Unit).
Recuperação em duas etapas
O tratamento recomendado envolve, primeiro, fisioterapia para a reabilitação inicial e, em seguida, musculação supervisionada para fortalecimento específico. “A musculatura precisa de força para funcionar. Após a alta do fisioterapeuta, o educador físico assume o trabalho de fortalecimento”, detalha o professor.
Dor nem sempre é sinal de problema
Segundo Lucas, a prática de exercícios provoca pequenas rupturas que estimulam o crescimento muscular e liberam substâncias benéficas, como endorfinas. A dor tardia – aquela sensação de musculatura dolorida – é esperada e costuma durar de 24 a 48 horas. Se persistir por mais tempo ou vier acompanhada de edema, pode indicar lesão ou execução inadequada do exercício.
Importância da orientação profissional
Para evitar novas contusões, o especialista reforça a necessidade de acompanhamento qualificado. “É imprescindível a supervisão na fase inicial, com o fisioterapeuta, e na etapa de musculação, conduzida por um profissional de educação física. Exercício bem prescrito raramente causa prejuízos”, conclui.
Com informações de Infonet
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