Em artigo publicado no blog Cláudio Nunes, o auditor e professor Carlos Augusto Meneses Marçal analisa o sentimento de pertencimento dos servidores públicos no Brasil e seus reflexos para o desempenho do serviço prestado à população.
Segundo o autor, pertencimento é a sensação de fazer parte de um grupo ou instituição, gerando conforto, segurança e confiança. No contexto do funcionalismo, essa identificação deve estar ligada ao órgão público responsável pela nomeação do servidor, e não ao chefe imediato.
Marçal destaca que, enquanto servidores efetivos possuem vínculo permanente definido por concurso, ocupantes de cargos em comissão estão sujeitos à livre nomeação e exoneração, o que tende a criar um laço de submissão diretamente com gestores. Para ele, esse tipo de relacionamento fragiliza o controle interno, prejudica a qualidade dos serviços e distorce a finalidade do cargo.
O texto critica práticas que reforçam essa lógica, como a exposição de fotografias de governantes em repartições públicas. O autor lembra decisão recente em que o Ministério Público do Ceará recomendou, em 29 de janeiro de 2025, que a Prefeitura de Reriutaba retirasse imagens do prefeito de órgãos municipais, medida respaldada por entendimentos do STF e do STJ que vetam promoção pessoal com patrimônio público.
Marçal conclui que a administração precisa fortalecer a cultura de pertencimento ao órgão — com reconhecimento, capacitação e oportunidades de crescimento — para garantir maior comprometimento funcional e melhorar a entrega de serviços à sociedade.
Com informações de Portal Infonet
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