Brasília – O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) injetou R$ 335,3 bilhões na economia brasileira desde que foi recriado, em 2023. O dado foi apresentado pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante prestação de contas da pasta na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (18).
Segundo o ministro, o montante resultou na contratação de 2,2 milhões de unidades habitacionais previstas para o ciclo 2023-2026. Dos recursos já comprometidos, R$ 44,9 bilhões vieram do Orçamento Geral da União e R$ 288,9 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Participação nos lançamentos imobiliários
Jader Filho afirmou que o Minha Casa, Minha Vida se tornou “espinha dorsal” da construção civil no país. De acordo com ele, 53% dos lançamentos imobiliários previstos para 2025 estão vinculados ao programa. Na região Norte, essa participação foi ainda maior no quarto trimestre do ano passado, alcançando quase 70% das unidades ofertadas.
“2026 será o ano da habitação”, declarou o ministro ao comentar a expectativa de continuidade da expansão do setor.
Efeitos sobre emprego e PIB da construção
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil cresceu 0,5% em 2023. O segmento contabiliza atualmente 2,9 milhões de empregos formais, avanço de 3,08% em relação a 2024, conforme dados apresentados pela pasta.
Reforma Casa Brasil
Outro destaque foi o Reforma Casa Brasil, programa recém-lançado que oferece crédito para melhorias em residências já construídas. Desde o início da operação, foram contratados R$ 1,016 bilhão em quase 60 mil operações de financiamento.
Com a combinação dos dois programas, o governo aposta em maior geração de renda e na dinamização de diferentes cadeias produtivas ligadas à construção civil.
Com informações de Infonet
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