Março chega com duas frentes de conscientização sobre câncer em Sergipe e em todo o país. O Março Azul-Marinho foca no combate ao câncer colorretal, enquanto o Março Azul Petróleo alerta para a prevenção do câncer do colo do útero. As campanhas visam ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e promover hábitos de vida saudáveis.
Câncer colorretal em evidência
O câncer colorretal atinge o intestino grosso, especialmente cólon e reto, podendo alcançar a região anal. Para marcar a mobilização, o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino é lembrado em 27 de março.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam cerca de 41 mil novos casos por ano no Brasil, sendo 20.540 em homens e 20.470 em mulheres. A doença é a segunda mais incidente entre homens, atrás apenas do câncer de próstata, e ocupa posição semelhante entre mulheres, ficando atrás do câncer de mama.
Em Sergipe, a Lei Estadual nº 8.778/2020, aprovada pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), instituiu campanhas permanentes de prevenção ao câncer colorretal, estimulando a realização de exames e o acompanhamento médico regular.
Foco na saúde do colo do útero
O Março Azul Petróleo, criado pela Lei Estadual nº 8.198/2016, promove ações educativas, exames preventivos e incentiva a vacinação contra o HPV para reduzir a incidência do câncer do colo do útero.
Segundo o Inca, esse tipo de câncer é o terceiro mais frequente entre mulheres no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, com cerca de 17 mil novos casos anuais.
Sintomas, prevenção e recomendações
No câncer colorretal, os principais sinais incluem sangue nas fezes, mudanças recentes no hábito intestinal, dores abdominais, perda de peso sem causa aparente e anemia. A identificação precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido.
As campanhas ressaltam a importância de atividade física regular, alimentação equilibrada, redução do consumo de ultraprocessados e carnes vermelhas, além do abandono do tabagismo.
Sociedades médicas recomendam que os exames preventivos para câncer colorretal comecem aos 50 anos, ou antes para quem possui histórico familiar.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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