Sergipe passou a integrar o grupo de estados em situação de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na última sexta-feira, 6. O documento aponta crescimento de internações em todo o país, impulsionado por diferentes vírus respiratórios que afetam faixas etárias específicas.
Perfil dos casos
De acordo com a Fiocruz, o aumento nacional de hospitalizações está associado a três agentes:
- Rinovírus, predominante entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
- Vírus sincicial respiratório (VSR), com maior incidência em crianças menores de 2 anos;
- Influenza, responsável por casos entre jovens, adultos e idosos.
No recorte regional, Sergipe demonstra “início ou manutenção” da subida de ocorrências em crianças de até 2 anos, motivada sobretudo pelo VSR. Além de Sergipe, estão na mesma condição Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Maranhão.
Orientação a pais e escolas
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, atribui parte do avanço da SRAG em crianças ao retorno das aulas presenciais. Ela recomenda que alunos com sintomas gripais permaneçam em casa para reduzir a transmissão. Caso não seja possível, o uso de máscara dentro da sala de aula é indicado.
Incidência e mortalidade
Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a média semanal de casos confirma o padrão já observado pela vigilância: maior incidência entre crianças pequenas e mortalidade concentrada principalmente em idosos.
A Fiocruz continuará monitorando a evolução dos indicadores e reforça a necessidade de cuidados preventivos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
Com informações de Infonet
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