O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) enfrentou nova onda de críticas de aliados em Sergipe após alterar seu posicionamento sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, texto que prevê benefícios penais aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Nesta semana, o parlamentar havia apresentado parecer pela rejeição da proposta, mas, na votação em plenário, decidiu apoiar o projeto.
O episódio ampliou o desgaste interno. Lideranças ligadas ao governador Fábio Mitidieri passaram a sinalizar, nos bastidores, que não pretendem apoiar o senador em futuros pleitos. A avaliação é de que a postura de Vieira – vista como “camaleônica” por interlocutores – dificulta a composição de palanques para 2026.
A turbulência se intensificou quando Vieira levou o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho para depor na CPI do Crime Organizado do Senado. A oitiva, promovida para constranger o ex-deputado federal André Moura, pré-candidato ao Senado na mesma chapa governista sergipana, foi classificada por dirigentes locais como “tentativa de desgaste” que acabou minando ainda mais a relação do parlamentar com aliados.
Outro revés ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE confirmou decisão que obriga o PSDB de Sergipe a devolver R$ 939 mil ao erário por falta de prestação de contas referentes a 2022, período em que Alessandro Vieira presidia a legenda no estado.
No campo eleitoral, o senador acumula resultados adversos. Em 2022, disputou o Governo de Sergipe e não alcançou desempenho expressivo. Dois anos depois, sua aliada Danielle Garcia concorreu à Prefeitura de Aracaju e ficou fora do segundo turno.
Com o cenário de críticas internas, dirigentes governistas avaliam que a convivência entre Alessandro Vieira e André Moura terá de ser negociada município a município na campanha de 2026, sob risco de fragmentação de palanques.
Com informações de Blog Cláudio Nunes
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