A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e da Rede de Vigilância Sanitária (REVISA), intensificou as ações de fiscalização para coibir a falsificação, o contrabando e a comercialização irregular do medicamento Mounjaro (tirzepatida), indicado para tratamento de diabetes e usado, de forma off label, em processos de emagrecimento.
Segundo a coordenadora da REVISA, Flávia Brasileiro, denúncias encaminhadas pela população apontam venda de canetas falsificadas, medicamentos trazidos ilegalmente de outros países e anúncios em redes sociais. A fiscalização ocorre em parceria com a Polícia Civil.
Venda fora de farmácia é proibida
A tirzepatida tem circulação controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e somente pode ser adquirida com prescrição médica e retenção da receita. A coordenadora ressalta que nenhum estabelecimento fora do circuito regular de farmácias está autorizado a comercializar o produto.
Profissionais de saúde também estão impedidos de manter estoque em consultórios ou oferecer “combos” de emagrecimento que incluam o medicamento. “O profissional pode prescrever, mas a negociação deve ocorrer exclusivamente na farmácia”, enfatizou Flávia Brasileiro.
Riscos à saúde
Entre as irregularidades, a REVISA identificou a venda de doses fracionadas em seringas, prática considerada perigosa. A tirzepatida exige controle de temperatura e condições rigorosas de armazenamento; quando manipulada ou fracionada sem supervisão, perde eficácia e aumenta o risco de reações adversas graves, incluindo óbito.
Farmácias de manipulação estão autorizadas a preparar a substância apenas mediante prescrição individualizada, destinada a um paciente específico, sendo vetada a intermediação de terceiros.
Denúncias sobre comércio irregular podem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária de Aracaju ou à Polícia Civil.
Com informações de Infonet
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