O vereador Fábio Meireles (PDT) contestou, na sessão desta quarta-feira (05/11), as declarações da prefeita Emília Corrêa (PL) que atribuíram à oposição e ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) a responsabilidade pela retirada dos ônibus elétricos de circulação em Aracaju.
Segundo o parlamentar, documentos exibidos no telão da Câmara mostram que os veículos foram adquiridos em maio de 2025 “sem nota fiscal, sem emplacamento e sem autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN)”, mesmo cobrando tarifa dos passageiros. Para Meireles, o descumprimento dos trâmites legais levou à paralisação do serviço.
“A Prefeitura errou administrativamente e inconsequentemente, depois tentou responsabilizar o Parlamento”, declarou o vereador. Ele acrescentou que o Projeto de Lei nº 192/2025, que autorizou a compra dos ônibus, foi aprovado por unanimidade na Casa, e que qualquer afirmação diferente disso “é mentira”.
Conforme o relato de Meireles, as notas fiscais dos veículos só foram emitidas em outubro de 2025, após liberação da STN. “Eles rodavam sem placas porque não havia documentação nem pagamento”, afirmou.
O parlamentar também informou que, durante visita dos vereadores ao TCE-SE, a presidente do órgão, conselheira Susana Azevedo, classificou como “fake news deslavadas” as acusações de que o Tribunal teria sido responsável pela suspensão dos ônibus. “Desafio qualquer colega a apresentar documento que aponte oposição ou TCE como causa da paralisação”, concluiu Meireles.
Com informações de aracaju.se.leg.br
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








