O Ilê Axé Alarokê realiza, de 26 a 29 de novembro de 2025, a nona edição do Xirê da Consciência Negra em Aracaju e São Cristóvão (SE). O encontro, consolidado como espaço de visibilidade e resistência das comunidades de terreiro no estado, adota o tema “Reflexividade e Contemporaneidade – O Uso da Fotografia e do Audiovisual na Construção de Epistemologias Plurais nas Comunidades Tradicionais de Terreiro”.
Programação
26/11 – Centro de Criatividade (Aracaju)
- 18h30 – Saudação de abertura com ogãs do Ilê Axé Alarokê
- 18h40 – Espetáculo de dança “Oníré”, do Grupo Ará Ìjo
- 19h – Roda de conversa sobre o Xirê como espaço de representatividade dos povos de matriz africana em Sergipe
- 19h30 – Lançamento da nova logomarca do evento, produzida por estudantes de Design Gráfico da UFS
- 19h40 – Divulgação do “Mapeamento dos Espaços de Culto de Religiões de Matriz Africana em Sergipe 2025”, elaborado pelo Observatório de Terreiro de Sergipe
- 20h – Espetáculo teatral “Mandinga”, do grupo Hecta-SE
27/11 – Universidade Federal de Sergipe (São Cristóvão)
- 14h às 17h – Minicurso “Antropologia Visual nos Candomblés do Brasil”, ministrado pelo Prof. Dr. Carlos Caroso (Sala do PPGS, Didática II)
- 17h20 – Espetáculo de dança “Colheita”, com Elisa Araújo
- 19h – Roda de conversa sobre fotografia, audiovisual e territorialidades em terreiros (Auditório da Adufs)
- 20h30 – Exibição do curta-metragem “Sobre Plantas, Mãos e Fé”
- 21h – Apresentação musical de MC Pardal
28/11 – Universidade Federal de Sergipe (São Cristóvão)
- 14h às 17h – Minicurso “Recursos Sonoros Aplicados na Pesquisa em Religiosidades”, com o Prof. Dr. Luis Américo (Auditório da Adufs)
- 17h20 – Apresentação do Grupo de Capoeira Mestre Pinguim
29/11 – Ilê Axé Alarokê (Rodovia João Bebe Água, 1020, São Cristóvão)
- 09h às 12h – Workshop “Povo de Sàngó: Diáspora e Ancestralidade Iorubanas”, ministrado por Babá TacunLecy
- 12h – Cozinha ancestral com pratos votivos de terreiro
- 13h – Encerramento ao som do Samba de Caboco
Encontro entre tradição e pesquisa
A organização destaca que o Xirê integra rituais ancestrais, produção acadêmica e expressões artísticas para fortalecer políticas de reconhecimento dos povos de terreiro. Segundo a mediadora Danielle Azevedo (Oyá Tundé), fotografia e cinema atuam como ferramentas de memória e legitimação dos saberes afro-religiosos. Para a pesquisadora Lina Delé Nunes, o mapeamento dos espaços de culto contribui para defender territórios culturais e combater a invisibilidade. Já o professor Genivaldo Martires ressalta que o evento articula prática ritual e produção de conhecimento ao reunir diferentes linguagens para ampliar vozes e memórias das comunidades tradicionais.
Com informações de Infonet
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