
Na manhã desta terça-feira, 2 de setembro, a vereadora Pastora Salete utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Barra dos Coqueiros para denunciar o Projeto de Lei nº 64, de autoria do prefeito Airton Martins, que revoga diversos benefícios eventuais conquistados pela população ao longo dos últimos anos.
A parlamentar classificou a proposta como o “Pacotinho da Maldade”, afirmando que a medida representa um duro retrocesso social. Entre os pontos mais polêmicos, está a retirada das passagens gratuitas para os desempregados, que utilizavam o benefício para se deslocar para uma entrevista de emprego, muitas das vezes em outro estado.
Segundo a vereadora Pastora Salete, muitos jovens do município já enfrentam grandes dificuldades pela ausência de políticas públicas de geração de trabalho e renda, e agora ficam ainda mais prejudicados.
> “Esses jovens acordam cedo para entrevista de emprego, inclusive em outros estados, e não têm mais essa ajuda mínima para tentar mudar de vida. O prefeito está fechando portas para o futuro da nossa juventude”, destacou a vereadora.
Outro impacto grave apontado é o fim do auxílio que permitia às mães de baixa renda visitarem seus filhos presos. De acordo com a vereadora Pastora Salete, sem o benefício, muitas mulheres ficam impossibilitadas de acompanhar os familiares que cumprem pena.
A vereadora também denunciou mudanças no auxílio natalidade, benefício garantido a gestantes de baixa renda. Pela proposta do prefeito, o pagamento será limitado a até meio salário mínimo, sem um valor fixo, o que, segundo ela, abre espaço para repasses irrisórios e injustos.
Vereadora Pastora Salete ainda criticou a gestão municipal por abandonar a população mais carente.
> “O prefeito “malvadão” tem prestado um desserviço ao povo da Barra. Um prefeito que não ama seu povo, que tira direitos, que deixa faltar medicamentos nos postos de saúde, não pode se orgulhar de sua administração”, afirmou.
Para a vereadora Pastora Salete a sessão desta terça-feira ficará marcada como uma manhã triste para o povo barracoqueirense, já que o “Pacotinho da Maldade”, se aprovado, enfraquecerá ainda mais a rede de proteção social da cidade.
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