Na última segunda-feira, 25 de maio, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez declarações contundentes sobre a eleição presidencial em curso. Zema, que pertence ao partido Novo, afirmou que “quem está votando no Flávio [Bolsonaro, do PL-RJ], muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula [PT]”. Sua análise é fundamentada em pesquisas recentes que mostram a manutenção do percentual de votos do candidato petista, enquanto o apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma queda significativa.
Zema expressou preocupação com a fragmentação da direita e deixou claro que não apoiará candidatos associados a pessoas condenadas. “Eu fico muito preocupado em que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu”, afirmou o ex-governador.
Além disso, Zema ressaltou que, embora reconheça o mérito de Bolsonaro em resgatar o movimento de direita no Brasil, é fundamental manter a coerência nas alianças políticas. Ele criticou a aproximação de pré-candidatos com figuras que considera “bandidos” e afirmou que esse comportamento é um sinal negativo para a política nacional.
Recentemente, no dia 13, o portal Intercept Brasil divulgou mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, nas quais o senador solicitava recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. Zema comentou sobre essa situação: “Sou o pré-candidato que mais criticou todos que se aproximaram do banqueiro bandido. Se eu critiquei ministro do Supremo, eu não vou criticar um pré-candidato a presidente? Para mim, aproximar-se de bandido é mau indício”.
Durante sua fala, o ex-governador também fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que, se chegar ao segundo turno, trabalhará ativamente contra a sigla de Lula. Ele comparou a situação política no Brasil com a do Chile, onde diversos pré-candidatos da direita se uniram no segundo turno contra a esquerda. “Aqui no Brasil eu estarei no segundo turno trabalhando contra o PT”, destacou.
Zema usou sua gestão em Minas Gerais como exemplo, afirmando que sua administração conseguiu paralisar a influência do PT no estado, em grande parte devido à comparação com as gestões anteriores. Ele expressou satisfação com a rejeição ao partido em Minas, afirmando: “A comparação da corrupção, da incompetência do governo PT em Minas com o meu foi tão grande que eles ficaram com vergonha de lançar candidato lá. Em Minas, o PT, graças a Deus, está encaixotado, está morto. Espero que continue assim por muitas décadas”.


