A vereadora Pastora Salete afirmou ter sido vítima de perseguição política após a Câmara de Vereadores da Barra rejeitar o projeto de sua autoria que concedia o Título de Cidadão Barrocoqueense ao deputado Rodrigo Valadares.
Segundo a parlamentar, a negativa não teve fundamento técnico, jurídico ou regimental, já que a própria Casa Legislativa possui um histórico consolidado de concessões semelhantes, todas com a mesma redação e trâmite.
A vereadora Pastora Salete informou que realizou uma pesquisa detalhada nos anais da Câmara, analisando títulos concedidos desde 2017, e constatou que todos seguem o mesmo padrão, inclusive projetos aprovados recentemente.
“Ficou comprovado que o problema não foi o título, nem a legalidade do projeto. O problema foi político”, afirmou a vereadora pastora Salete durante pronunciamento na tribuna.
A vereadora destacou ainda que projetos semelhantes foram aprovados recentemente, como o título concedido ao cantor Devinho Novaes, sem qualquer contestação. No entanto, quando o projeto partiu de sua autoria, houve articulação de bastidores para barrá-lo.
Pastora vereadora Salete também denunciou a postura contraditória de um vereador integrante da Comissão de Constituição e Justiça, que teria assinado o projeto como constitucional, mas, no momento da votação, atuou diretamente para mobilizar a bancada contra a matéria.
“É uma incoerência grave e um desrespeito ao processo legislativo. Assinar como constitucional e depois liderar a rejeição revela motivação política e não técnica”, afirmou.
Durante seu discurso, a vereadora foi além e afirmou que a rejeição do projeto não se limitou a divergências políticas, mas esconde interesses e motivações que serão expostas à população.
“Foi político, sim, mas há algo por trás disso tudo. E a população da Barra vai saber”, declarou.
Vereadora Pastora Salete também criticou a postura de parlamentares que, segundo ela, se posicionam contra projetos que beneficiam a população mais vulnerável, enquanto minimizam valores e ações que fazem diferença na vida de quem enfrenta dificuldades diárias.
Ao encerrar seu pronunciamento, a vereadora reafirmou que não se intimidará diante de manobras políticas e garantiu que seguirá denunciando práticas que considera antidemocráticas dentro do Legislativo municipal.
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