O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o diretório do PSDB em Sergipe devolva R$ 939.000,00 ao erário após considerar “não prestadas” as contas referentes ao exercício de 2022. À época, o partido era presidido no estado pelo senador Alessandro Vieira (sem partido), que permaneceu à frente da legenda por pouco mais de um ano. A decisão já transitou em julgado.
O processo, disponível no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, aponta falhas na documentação apresentada e ausência de comprovação de despesas. Com a decisão definitiva, o PSDB fica impedido de receber novas parcelas do Fundo Partidário até que a quantia seja integralmente restituída.
Uso de Fundo Eleitoral em 2022
No mesmo ano, Alessandro Vieira concorreu ao Governo de Sergipe e declarou à Justiça Eleitoral o recebimento de R$ 5.200.000,00 provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O valor foi destinado pelo PSDB para custear despesas do pleito, no qual o candidato obteve 82 .000 votos.
Apesar do aporte milionário, a prestação de contas da campanha registra um saldo negativo de R$ 757.465,21. A dívida foi assumida pelo diretório estadual, elevando o prejuízo total associado a 2022 a quase R$ 2 milhões.
Repercussão política
Depois dos resultados eleitorais e das pendências financeiras, o senador passou a enfrentar críticas internas e perda de apoios regionais. Entre as dissidências mais recentes, o secretário da Casa Civil de Sergipe, Luiz Mitidieri, declarou apoio às pré-candidaturas de André Moura e Rogério Carvalho ao Senado, isolando ainda mais o parlamentar no cenário local.
Alessandro Vieira não se manifestou publicamente sobre a decisão do TSE nem sobre as dívidas herdadas pelo partido.
Com informações de Portal Infonet
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