O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para o dia 2 de junho, próxima terça-feira, o julgamento do recurso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ele contesta a decisão que o declarou inelegível até 2030.
Nesta semana, Castro foi alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros relacionados ao RioPrevidência, o fundo de previdência social que atende a centenas de milhares de servidores públicos civis e militares do estado. De acordo com informações da Polícia Federal, mais de R$ 3 bilhões do RioPrevidência foram aplicados no Banco Master durante a gestão de Cláudio Castro.
Após o desenrolar da operação, o ex-governador anunciou sua desistência de concorrer ao Senado. Em um vídeo nas redes sociais, ele declarou:
“Minha família está passando momentos que eu jamais imaginei que ia passar. Foram dias de dor, dias de exposição, dias de mentiras. Eu resolvi tomar a decisão mais difícil da minha vida: resolvi retirar a minha candidatura ao Senado Federal. E resolvi retirá-la para que eu possa me focar completamente na minha defesa. Teremos condições de fazer uma defesa técnica. Meus advogados já fizeram a defesa do primeiro caso e, até a próxima terça-feira, também uma nova petição muito robusta será colocada explicando todos os fatos que aconteceram, explicando qual é o papel do governador, até onde vão os limites da atuação do governador.”
O recurso que será analisado na próxima terça-feira refere-se à condenação de Cláudio Castro pelo TSE, em março, por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. A decisão do tribunal incluiu a realização de eleições indiretas para a escolha do novo governador, o que implica que a Assembleia Legislativa do estado será responsável pela escolha do mandatário.
No entanto, o PSD, partido de Castro, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), pleiteando a realização de eleições diretas. O STF está aguardando a conclusão do julgamento do recurso pelo TSE para definir o formato das eleições. Até o momento, o placar está em quatro votos a favor das eleições indiretas.
Enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, permanece no cargo de governador até que o julgamento seja finalizado.


