O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que só assinará um acordo de paz com o Irã que respeite as condições estabelecidas por seu governo. A declaração foi feita por um funcionário da Casa Branca após uma reunião entre Trump e seus assessores para discutir um potencial compromisso. Segundo o funcionário, “o presidente Trump só fará um acordo que for bom para os Estados Unidos e respeitar suas linhas vermelhas”. Ele também enfatizou que “o Irã não pode possuir uma arma nuclear”.
Nesta última quinta-feira, 28/05, aumentaram as expectativas de um acordo após autoridades americanas demonstrarem otimismo quanto ao andamento das negociações. O vice-presidente JD Vance comentou com a imprensa que “muitos avanços” haviam sido alcançados, o que resultou em uma reação positiva nas bolsas de valores dos Estados Unidos e da Ásia, além de uma leve queda nos preços do petróleo.
Durante uma publicação, Trump afirmou que o Irã retiraria as minas do Estreito de Ormuz e terminaria com o bloqueio à via marítima “sem pedágios”, enquanto os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio paralelo aos portos iranianos. Ele ainda mencionou que os dois países coordenariam a retirada e a destruição do urânio enriquecido do Irã, mas ressaltou que “nenhum dinheiro será trocado, até novo aviso”.
Por outro lado, a agência de notícias iraniana Fars contestou várias declarações feitas por Trump, descrevendo-as como uma “mistura de verdade e mentira”. Fontes citadas pela Fars informaram que Teerã exige a liberação imediata de 12 bilhões de dólares em ativos que estão congelados e que, até que esse pagamento seja realizado, o Irã não avançará para a próxima fase das negociações. Em relação à reabertura sem pedágios de Ormuz, as fontes afirmaram que “não existe tal cláusula no texto do acordo”, e que o comentário sobre a destruição do material nuclear iraniano “carece de fundamento”.
A situação é delicada, e a publicação de Trump ocorreu em um momento em que o principal diplomata iraniano sugeriu que os Estados Unidos estariam bloqueando um acordo, o que aumenta a tensão entre as partes envolvidas nas negociações.



