O Ministério da Saúde iniciou nesta terça-feira, 3, o teleatendimento em saúde mental voltado a pessoas com compulsão por apostas eletrônicas (as chamadas “bets”). O serviço, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com o Hospital Sírio-Libanês por meio do Proadi-SUS, é gratuito e atende maiores de 18 anos, além de familiares e pessoas da rede de apoio.
Como funciona o serviço
• Atendimentos virtuais: realizados por vídeo, com duração média de 45 minutos.
• Ciclos de cuidado: até 13 consultas por paciente, individuais ou em grupo.
• Equipe multiprofissional: psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatras, assistência social e medicina de família.
• Vagas iniciais: 600 consultas mensais, com possibilidade de expansão para 100 mil, conforme a demanda.
Acesso via Meu SUS Digital
Para entrar no programa, o interessado deve:
1. Baixar o aplicativo Meu SUS Digital (Android, iOS ou web).
2. Fazer login com conta gov.br.
3. Clicar em Miniapps e selecionar “Problemas com jogos de apostas?”.
4. Responder a um autoteste científico que indica o nível de risco.
5. Em casos de risco moderado ou alto, o encaminhamento ao teleatendimento é automático; níveis leves recebem orientação para procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O app também disponibiliza conteúdos educativos sobre sinais de alerta e prevenção. A Ouvidoria do SUS (telefone 136) oferece suporte adicional.
Capacitação de profissionais
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 20 mil vagas foram abertas, em parceria com a Fiocruz, para treinar trabalhadores da saúde. Até o momento, 13 mil profissionais se inscreveram e 1,5 mil já concluíram o curso.
Outras ações de prevenção
Desde dezembro, está no ar a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, que permite ao apostador bloquear o acesso a sites de apostas por dois meses, seis meses ou por tempo indeterminado. Mais de 300 mil pessoas já aderiram, a maioria optando pelo bloqueio permanente.
Estudo recente estima que as apostas online causem perdas econômicas e sociais de R$ 38,8 bilhões por ano no Brasil. O governo espera que o atendimento remoto reduza o estigma e aumente a procura por ajuda, normalmente limitada pela vergonha ou pela dificuldade de reconhecer o problema.
Com informações de Infonet
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