A SMTT de Aracaju realizou 553 remoções de veículos até 22 de junho de 2026. Saiba quando o carro pode — ou não — ser liberado antes de ser guinchado.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), contabilizou 553 remoções de veículos estacionados irregularmente até o dia 22 de junho de 2026. O número expressivo reacende uma dúvida frequente entre os motoristas: é possível resgatar o carro antes que o guincho conclua a operação?
De acordo com o diretor de Trânsito da SMTT, Júlio César Zambon, a resposta depende do momento exato em que o proprietário chega ao local. As remoções seguem critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT), instituído pela Resolução nº 985/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). “É importante esclarecer que a SMTT cumpre rigorosamente o que determina a legislação. Se o condutor se apresentar antes do início da remoção, o veículo pode ser liberado, desde que esteja devidamente habilitado e o automóvel em condições legais de circulação. No entanto, se a operação já tiver sido iniciada, a remoção deve ser concluída. Veículos com licenciamento vencido, por exemplo, não podem ser liberados para circulação”, afirmou Zambon.
O MBFT é preciso ao definir o que caracteriza o início da remoção: o momento em que o guincho já se encontra no local e algum procedimento operacional é deflagrado — como amarração das rodas, colocação em patins ou na lança, destravamento de sistemas ou elevação parcial do veículo à plataforma. A partir daí, não há possibilidade de interrupção do processo.
Cerca de 90% das ocorrências registradas pela SMTT estão relacionadas a estacionamento irregular. Os demais casos envolvem licenciamento vencido, abandono de veículo e outras infrações previstas na legislação de trânsito. Para Zambon, no entanto, o debate mais relevante vai além das remoções: trata-se da conscientização dos condutores sobre os impactos reais do estacionamento proibido na vida urbana. “O estacionamento em locais proibidos gera transtornos para toda a cidade. Em uma guia rebaixada, impede o acesso de moradores e comerciantes. Em esquinas, compromete a visibilidade e o raio de manobra dos ônibus, além de dificultar a travessia de pedestres. Já sobre calçadas, coloca em risco a circulação segura das pessoas”, destacou o diretor.
Após a remoção, o proprietário deve procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para iniciar o processo de liberação do veículo. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre os órgãos, a guarda dos veículos removidos fica sob responsabilidade do Detran, facilitando o fluxo de atendimento ao cidadão.
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