Dados do IBGE mostram que a desocupação no estado ficou 2,5 pontos acima do índice nacional no segundo trimestre de 2026. Sergipe integra o grupo de estados com maior taxa de desemprego.
A taxa de desemprego em Sergipe registrou 7,9% no segundo trimestre de 2026, superando a média nacional, que ficou em 5,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
No período analisado, as regiões Norte e Nordeste apresentaram índices elevados, com o Amapá liderando a lista com 9,8% de desemprego, seguido pela Bahia com 9,1% e Pernambuco com 8,3%. O Distrito Federal também ficou acima da média nacional, com 6,5% de taxa de desemprego.
Por outro lado, os estados com as menores taxas foram Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%). Os pesquisadores indicam que as diferenças nas taxas de desemprego entre os estados se devem a fatores como níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e grau de instrução da população.
A pesquisa ainda revelou que, em 13 localidades do Brasil, incluindo estados e o Distrito Federal, houve uma diminuição no desemprego. O Rio Grande do Norte foi o estado que mais se destacou, com uma redução de 1,9 pontos percentuais no período.
Sergipe, juntamente com outros estados que não apresentaram queda, manteve a taxa estável. Comparando com o primeiro trimestre deste ano, que teve uma taxa de 6,1%, o segundo trimestre mostrou uma leve melhora, embora ainda acima da média nacional.
O levantamento também destacou que o desemprego entre homens foi de 4,6%, abaixo da média nacional, enquanto a taxa entre mulheres foi de 6,4%, superior à média. Além disso, a desocupação entre pessoas pretas (6,9%) e pardas (6,1%) foi maior que a média, enquanto entre brancos a taxa foi de 4,2%. É importante ressaltar que a pesquisa considera como desocupadas apenas aquelas pessoas que efetivamente procuraram uma vaga de emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O estudo foi realizado em 211 mil domicílios em todo o Brasil, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal, proporcionando uma visão abrangente da situação do emprego no país.
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